(extraido do meu livro:
CONTOS ROMÂNTICOS)
- Muito obrigado, Madá. Gostei muito, veja! - disse, mostrando-lhe a gravata que usava.
- Você... gostou? E está usando essa...pobre gravata que lhe mandei? - acode, admirada e surpresa.
- Foi dada de coração, não foi? Então...é o que importa.
- Sim...- disse, passando as costas da mão sobre os olhos úmidos.
Mesmo através das lágrimas, Madá podia delinear a figura de um bonito e elegante jovem que sorria para ela. E ele estava ali, na sua frente, como num sonho. Foi despertada de seus devaneios por sua voz sedutora, que insistia:
- Gostaria de sair comigo? - indaga, o jovem, tirando um lenço do bolso, secando-lhe as lágrimas, delicadamente.
- Sssair...com você, todo chic assim? Não.
- Não?! Não quer, ou acha que não deve?
- Sei lá...- começa a rir, um riso nervoso- Eu não teria nem mesmo uma roupa adequada...
- Espere aqui um instantinho só, tá? Já volto.
Morgan sai. Meia hora depois ele volta, trazendo um pacote.
- É pra você. Agora não tem desculpa, ahm?
Madá, não acreditando no que vê, desembrulha o presente, boquiaberta. Exclama:
- É maravilhoso, dígno de uma princesa!
- Gosta?
- Lindo! Nunca vesti nada igual em toda a minha vida! - disse, colocando o chiquérrimo vestido sobre o corpo.
- Então...vá lá dentro, troque-se e vamos sair. Vamos fazer tudo o que você quiser.
- Tudo? pergunta, Madá, - encantada.
- Tudo. - responde Alex, comovido, e misteriosamente feliz.
Sentado no sofá, ele espera. Olha à sua volta e continua pensando: Como pode uma criatura linda, sensacional como essa viver em tamnha solidão? Como deve doer, santo Deus!
- Que tal? pergunta Madá, entrando na sala.- arrancando-o de seus devaneios.
- Que? Você ou o vestido?
- Eu.
- Deslumbrante! Você está linda, aliás, mais linda- retifica ele. - Linda você é, de qualquer modo...mesmo quando chorava, sabe?
- Verdade?
- Nunca fui tão sincero, Madá.
- Aonde vamos?
- Aonde você quiser, princesa.
- Diga você, eu nunca fui a lugar algum...Nem saberia escolher... nem como me comportar.
- Sabe dançar? - acode Alex3, temendo que ela desistisse.
- Mais ou menos...
- Então, iremos a uma 'boite", certo? Dançando, você estará mais à vontade...não tendo que se preocupar muito. Estou certo?
- Creio que é melhor mesmo.
- Então, vamos?
- Vamos.
Sairam. Ele a fez entrar no carro, cavalheirescamente. Ela se sentia como uma madamoiselle.
( O final desta história terá que ficar para amanhã, sinto muito).
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