quarta-feira, 30 de novembro de 2011

QUESTIONANDO

     SINTO PRAZER EM QUESTIONAR

Exercerá a areia movediça atração sobre o homem?

Alguém estará disposto a construir seus sonhos sobre ela?

E a segurança pessoal, onde fica?

Esta insegurança dará, com certeza, origem ao medo

e o medo impossibilitará a realização de qualquer projeto.
                                ESTRELA DE PRATA - 03/05/2009      

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O FANTASMA FAJUTO

          (extraido do meu livro:
       FATOS E NÃO BOATOS

Medeiros, pacato vilarejo construido no alto de uma serra no oeste de Minas Gerais, de clima ameno, acolhia cidadãos simples mas felizes. Lugar onde se podia deixar portas e janelas abertas dia e noite sem que acontcesse nunhum fato desagradável, inesperado e violento. Todos se conheciam e viviam em paz. Se alguém, fora de hora, batesse na porta do outro, podia-se saber que se tratava de um amigo precisando de um favor emergencial ou ajuda.
Mas, um fato estranho estava deixando alguns cidadãos assustados: um fantasma. Tratava-se de um fantasma que andava assustando cavaleiros que estivessem se dirigindo a Bambui, cidade próxima, seis léguas de Medeiros. O local onde ele aparecia assustando a uns e assombrando a outros que acreditavam na sua existência, era logo após a ponte sobre o riacho que passava pela fazenda ÔLHO D´ÁGUA distante de Bambui uma hora a cavalo.
À noite, logo após a ponte havia um aclive na estrada de terra e cascalho , ladeada por arbustos e pequenas árvores de cerrado. Era nesse ponto que o fantasma aparecia assustando cavaleiros solitários e arrancando arrepios naqueles que acrefditavam. Erguendo-se de supetão e soltando o tão famoso: Ô.Ô.Ô.Ô.ÔH!...Sacudia os braços sob aquela coisa branca - lembrando um lençol - brandia-os e pulando diante do cavalo que impinava sobre as patas traseiras quase derrubando o cavaleiro amedrontado. Alguns davam meia volta e regressavam a Medeiros, outros com esforço, conseguiam fazer o cavalo retomar o trote e depois, saia em desabrido galope até Bambui, sem olhar para trás!
Um dia, Honório José Teotônio, fazendeiro daquela redondeza e cidadão medeirense, homem de fé, ao ouvir a história sobre o fantasma, claro, não acreditou. Reunido com seus irmãos, um belo dia, desse a Antônio Flor, José e Antão que iria conferir a veracidade daquela história. Vitalino, outro seu irmão que residia numa região chamada Gurita, não estava presente. Honório recomendou:
- Não contem a ninguém esta minha decisão. Quero fazer uma surpresa para o tal fantasma, certo? Vou até a ponte da Gurita para ver de perto com meus próprios olhos o tal fantasma.
 - Tem medo, não? emendou, José.
 - Medo? Como, se não acredito?
Honório, seguro de si, Antão, inseguro e os outros dois entre uma sensação e outra, olhavam para ele sem saberem o que dizer. Mas concordaram em guardar segredo, como Honório havia pedido. A conversa parou por ali. Honório veste seu chapéu e sai. Ele não desistira da idéia e logo a poria em prática. Meio que sorrindo, volta-se para os irmãos a assegura:
 - Quando encontrá-lo...quero dar-lhe um belo tiro no seu traseiro fantasmagórico! Os irmãos, claro, não acharam graça nenhuma, apenas diriguram-lhe olhares de medo e espanto.
Honório prepara tudo, arreaia o cavalo, coloca sua espingarda pendurada na cabeça do arreio, reza o Credo, um Pai Nosso, persigna-se e toca o cavalo em direção à Gurita.
 - Se o tal fantasma existe mesmo, vou encontrá-lo! pensou com seus botões.
Era quase meia noite, ao aproximar-se do local, podia-se ver a cerca que fazia a divisa da fazenda Ôlho D'Água. Segurou firme as rédeas e o cavalo reduziu o trote. Observa ambos os lados da estrada sob os raios da lua pra ver se divisava a figura fantasmagórica. Que nada! Quando acabava de passar pela ponte de madeira e ganhava novamente a estrada, do lado direito e de entre os arbustos, surgiu o fantasma. Erguendo os braços, pulava e gritava:
 - Ô.Ô.Ô.Ô.ÔH!!!...O cavalo parou derrepente, relinchou e empacou. Honório então gritou:
 - Ê.Ê.Ê.Ê.ÊH...seu fantasma fajuto, vou da um tiro nessa sua cabeça grande...e depois...outro no seu belo traseiro branco! Honório jogava verde para colher maduro. Precisava de tempo.Tirou a espingarda da capa que pendia do lado direito da cabeça do arreio, armou e apontou - claro que não tinha intenção de atirar uma vez que não acreditava em fantasmas - devia haver alguém se fazendo passar por um. Precisava ter cuidado....muito cuidado! voltou a inssistir:
- Então...fantasma...fantasma não morre mesmo, né? Então...lá vai...faça bom proveito!
O fantasma parou de pular e apressou-se em esclarecer:
 - Para, compadre...não atira! Sou eu, Vitalino.
Vitalino era irmão ausente no dia da reunião que residia na fazenda ÔLHO D'ÁGUA, ali mesmo onde ele, colocando um lençol branco sobre a cabeça, pulando, gesticulando e gritando: Ô.Ô.Ô.Ô.ÔH! brincava de assustar sa todos que por ali passassem à noite. Aquela brincadeira bem poderia tê-lo levado à morte, não fosse a perspicácia de Honório.
Porém, Honório, homem justo e de fé, não acreditara naquela história
  

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

BULLYING

     O TERRÍVEL BULLYING

Palavra em destaque na mídia, abrangendo todos os meios sociais, impedindo um harmonioso relacionamento entre protagonista e ofendido. Tanto adultos como crianças podem ser vítimas deste nefando comportamento. Ele atua grandemente nas escolas, clubs, no ambiente de trabalho, nas ruas e nos lares. Esta palavra carrega em si uma gama de tristes significados, ainda assim muito utilizada pelas pessoas de mau carater. Pessoas essas que gostam de ofender, debochar, com o intuito de humilhar, ridicularizar a outrem. Esta palavra aparentemente bonita da lingua inglesa "BULLYING", está "bombando", arrasando entre os jovens! Por que isso acontece?
Entretanto chamo a atenção para o que ela pode acarretar. Essa palavra traduz atitudes que causam à psique, efeitos imediatos e graves sequelas na mente, no coração humanos! Pode arrasar mais que um tsunami e destruir mais que um terremoto grau 7 na escala Richter!
É comum, hoje, vermos crianças, adolescentes e adultos sofrendo bullying, ataques induzidos pelo orgulho, egoismo, traduzindo EGOS vazios, impondo-se sobre um ID frágil, com baixa autoestima. Baixa autoestima, muitas vezes, originada na infância e destilada impiedosamente, por membros da própria família. É isso mesmo! Não só os pais mas também familiares e cuidadores(babás), que geralmente se intrometem, mandando uma saraivada de impropérios inadequados para o cérebro em formação das pobres crianças indefesas. Elas não podem se defender, mas ouvem e gravam tudo! Já imaginaram, no futuro, como será o comportamento delas? Claro que, uma vez comprometidos seus cérebros e a psique durante sua infância e adelescência, poderão se revelar jovens problemáticos!
Como diz a Psicologia infantil: criança feliz, adulto equilibrado. Até os três anos de idade, o melhor para a criança é vivenciar o amor em família, educar-se brincando, socializando-se sob o olhar amoroso dos pais, principalmente. No Japão adota-se largamente este método. Entretanto não é isso que vemos por aí, em muitos lares: xingamentos, espancamentos, ameaças, constrangimentos em público, humilhações, violência de todo tipo! Burro, malandro, imbecil, cafajeste, safado, chato e etc.,é o que mais se ouve e vê: pais e cuidadores valendo-se do bullying para alcançar seus objetivos.
A Ciência afirma que, palavras proferidas com vigor excessivo e constância acabam por convencer a criança de que o seu sentido(das palavras) é verdadeiro, ainda mais ditas e repetidas por vezes incontáveis pelos responsáveis. As crianças acabam acreditando nessa "falsa verdade". Na adolescência, período difícil, transição da segunda infância para a adolescência, em que o jovem não se sente mais criança, nem adulto, normalmente ele se sente um "ninguérm", às vezes, falta-lhe o chão! Período dramático para a sua psique e muitos, nessa fase, suicidam ou pensam em! Então, quando seu filho, na escola ou na rua sofre o tal bullying, os pais ficam furiosos, chegam mesmo a procurar a Justiça. PODE?
O bullying não é moeda só de estranho, pode estar próxima de nós mais do que imaginamos. Não se educa utilizando-se dele, não se mata só com armas, com palavras tamém se mata! E bullying é uma delas. As pessoas que sofrem bullying, podem não morrer pelo corpo, mas seus corações, por certo, ficam em pedaços e os seus cérebros traumatizados!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

TROVAS

Hoje, vou postar trovas de outros autores,
como numa espécie de homenagem a eles.

          A VIDA EM TROVAS

A vida é pobre de abraços,
mas nem os próprios ateus,
conseguem fugir dos laços
do imenso abraço de Deus. (Jamyr da Silva Malafaia)

             As árvores são sagradas,
             são um milagre da vida;
             no entanto, são derrubadas
             pela ambição desmedida. (Marina Valente)

Quem vive só nesta vida,
é como a árvore sem flor;
é uma existência fingida
um mal que só causa dor. (Joana de Lauro)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

TRISTEZA DO QUE FICA

              Extraido do meu livro:
             SEM HORIZONTES)

Em sonhos...meu coração
Fogoso, voava, voava...
E...ansioso te buscava!
Muito, muito te procurou...
Na terra da fantasia,
Teu sorriso encontrou
E vibrou de alegria!
Por que? Não sei dizer
Ao certo, o que mais o impressionou:
Se o sorriso que te traduzia...
Se o teu olhar que te conduzia...
Ou se tua voz, quando me falou.
Como que, perdido, fiquei.
Olhando o teu rosto, não sei...
Vi estrelas dentro de mim, o sol...
O colorido do cálido arrebol!
Ouvi cantar de pássaros
Nos meus ouvidos...
O murmurar de sonhos adormecidos!
Entretanto...foi um instante
Fugaz! Tua figura radiante,
Em brumas de tristeza, envolvida...
Com a dureza da despedida,
Do encantamento me despertou,
Que naquele momento me envolvia!
Vi, trístonha, afastar-te de mim...
Com a indiferença de quem ía...
Para com a trsteza do que ficou!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MEU AMOR, MEU CARRASCO

         (soneto extraido do meu livro:
            SEM HORIZONTES

Vamos, desce sobre mim teu braço implacável!
Dá o rude golpe letal a esse coração!
Anda, destila o teu ódio inexgotável
E acaba de vez, com essa cruxifixão!

              Bebe o sangue, que da ferida jorra,
              Sacia pois, nele, a tua ferina vaidade!
             Alimenta o teu machismo, em desforra
             E amplia mais e mais, a tua insana leviandade!

Mas se tudo isso, não te bastar,
Podes, no chão, esse meu coração, agonizante,
Num tresloucado ritual, pisotear!

           Se a ti te satisfaz, o meu sofrimento,
          Ou, se ainda bem pode curar-te, a minha morte,
          Mata-me! Não, não hesita um só momento!

QUEM RESPONDE 3?

          (Crônica: QUEM RESPONDE?
                          parte 3)

Deve ser alguém, com a policromia deslumbrante do arco-íris!
Com a multiforça arrebatadora dos deuses!
Com a polimorfia incondicional das almas!
Com a grandiosidade universal dos sábios!
Com o mistério e a magia do pensamento
E "plus belle que tout fleurs du mond'!
Não seria ela, ainda assim, pequena, para as minhas aspirações, ou meu EGO pequeno demais, para receber tão fantástica criatura?!
Então...onde está a falha?
No desconhecimento do que procuro, ou no meu modo de enxergar a mulher? Agora...me vem a dúvida: já não teria ela, passado por mim?!
                     

sábado, 19 de novembro de 2011

INOCÊNCIA CARENTE

(acróstico homenageando um famoso
             radialista da Rádio Globo do
               Rio de Janeiro - 1981)

         INOCÊNCIA CARENTE
Gatinhando pelo chão "batido" da casa mal cuidada,
Inocente criança, sujinha, quase nua, magrinha!
Lindos olhinhos tristes. Alheia e descuidada,
Batia nos cabelinhos despenteados, a sebosa mãozinha.
Entrei. Ela, sentou-se no meio da sala, repentinamente!
Remexendo a sujeira do seu arrebitado narizinho!...
Toda a sua atenção voltou-se para mim, naquele instante.
Olhando-me, medrosa, fez de choro, um gracioso "beicinho"!

Larguei num canto os muitos pacotes que eu trazia,
Inda, emocionado, muito tato de mim, foi preciso:
Mostrei-lhe a linda boneca, presente que lhe trazia.
Ao tocá-la, seu rostinho iluminou-se num angelical sorriso!

DIGA-ME!

         (poema extraido do meu livro:
            SEM PALAVRAS

Como se diz bom dia,
Sem ficar?
Como se diz adeus,
Sem partir?
Como se diz, sinto muito...
Sem chorar?
Como se diz, oh...não!...
Sem fugir?
Como, poderemos partir...
Se temos vontade de ficar?
Como, poderemos ficar...
Se precisamos assumir?!
Como, partirmos sorrindo...
Se dixamos o coração chorando?
Como, termos recordações...
Sem voltar!
Como, estrelas apanhar...
Sem se estar sonhando?
Como deixar as ilusões...
Sem acordar?
Como se arranca do peito um amor,
Sem sofrer?
Como se diz adeus à vida,
Sem ...morrer?!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

QUEM RESPONDE? 2

         QUEM RESPONDE?
           (segunda parte)

Vagueio por aí, sem rumo e...acabo parando sempre, sentado à mesa de um bar, ou coisa que o valha, levado por uma "bruta sede"! É...uma sede que não sacia nunca! Então me pergunto: Será, que ando bebendo da água errada?!
A noite se arrasta...
Tenho diante dos olhos, nublados já, pelos efeitos do alcool e...mais um copo...mais outro!...
Bamboleante, ondulante, insinuante...um vulto de mulher, vai-se delineando...na transparência do líquido. Talvez...a centésima forma. Belas formas já desfilaram diante do meu turvo olhar. Com dificuldade, mantenho os olhos abertos, que teimam em se fechar. Pego um palito e toco a superfície do líquido amarelado...A figura treme por alguns breves segundos e aos poucos, vai-se desfazendo...Meneio negativamente a caberça, dou um murro na mesa e num palavreado arrastado e incompreensível: Droga! que faço eu aquí?
 Saio dali, como sempre acontece, sentindo a mesma sensação de vazio...frustrado, sem, jamais, ter encontrado o que buscava.
Outra vez me dou conta de que, não posso ficar eternamente a suspirar por uma figura de mulher irreal, gerada num copo de cerveja e que me chega à mente, através dos efeitos volatizantes do alcool.
Por que, essa necessidade de busca, essa procura?
Meto o olhar por todos os espaços à minha volta. Remexo as coisas ao meu alcance e...não vejo aquilo, ou melhor, aquela, que instintiva e insistentemente, procuro: a "Mulher Fascinação". Às vezes, me pergunto: Quem será...como será ela?
Chego a pensar que não terá a cor, nem a forma dos comuns...

Obs. nos próximos dias: a terceira parte. Você vai perder?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

MERGULHO SEM VOLTA

           (poema extraido do meu livro:
                SEM PALAVRAS...)

Numa atitude de evasão, adoidada,
Numa silenciosa fuga, desesperada,
Com o intuito de te esquecer,
No esquecimento, deixei-me adormecer!

No fundo de tão escuro mar...
Depois de tal mergulho dar,
Por longo, longo tempo, adormeci!
Inconscientemente, assim, vivi.

Um dia...um dia, ao me despertar,
Por ti me pus a procurar!...
Na escuridão, ansiosa te busquei...
Tateei com o olhar...não te encontrei!

Entre escuras e animadas formas
Daquelas insondáveis profundezas,
Buscava delinear a tua forma...
A tua silhueta de rara beleza!

Entre formas várias...estranhas...
Dominada por angústia tamanha,
Não sabia, como iria te reconhecer!
Entretanto, de ti, precisava saber.

Tanto tempo se havia passado!...
Onde? Como? Com quem estarias?!
Nem sabia se tinhas, também me amado,
Se te encontrasse...eu saberia!

Naquela angustiosa busca do reassumir...
Imaginei ver-te o rosto, na escuridão!
Como um murmúrio, pensei tua voz ouvir...
E...senti um maremoto, no meu coração!

Em dado momento...vejo-te afinal!
Por intensa, misteriosa luz, envolvido,
Num fantástico e único visual!
Percebi então, que já me tinhas esquecido.

Ao lado de outra bizarra forma, descolorida,
Estavas tu! As águas do oceano profundo,
Vivendo uma outra forma de estranha vida,
Como uma cortina nos separando do nosso mundo.

E eu, não pude falar-te da minha dor...
Não pude dizer-te do meu grande amor!
Então, para outro mergulho me preparei:
Para um mergulho sem volta, eu sei!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

QUEM RESPONDE?

           CRÔNICA
         (primeira parte)

11/11/2011. Data de profundo significado e de força, para muitos povos. A numerologia o respeita. Número da sorte. Será?! Eu, particularmente, não creio nisso. E você?
Bem, passemos à minha crônica de hoje:
Estive, mesmo antes de nascer, às voltas com o fator tempo e espaço. E o problema continuou, pela vida afora.
É o tempo, que não espera...
É o espaço, que já não nos basta...
É o tempo se esvaindo...
É o espaço diminuindo...
Então...são os horizontes, que se estreitam à nossa volta, a nos sufocar!
São as tentativas de se multiplicar o tempo, desgastando-nos inadivertidamente.
E, dentro de mim, será que haveria algum espaço? Talvez...não muito...algum sempre há. Deve haver.
Entretanto, em mim, creio que não há mais que o meramente normal.
Por que deveria haver algum espaço mais? Porque já me vi, voando adoidado, impulsionado por "alcoólicos" voos, por céus de alucinante imaginação, em homéricos momentos.
De repente, cheio de nada e vazio de não sei que; farejando como um perdigueiro inveterado; tomado de inexplicável ansiedade, saio à procura de não sei quem, que esteja não sei onde.
Parece coisa de louco não? Mas não é. A coisa é séria!
A gente imagina e elabora uma série de projetos em nossa mente e tenta encontrar aí pela vida, em qualquer lugar, as "obras prontinhas", que coadunem exatamente, com o que projetamos. Loucura, não?
Loucura ou não, é a verdade. Por que o homem é, às vezes, tão incoerente? Isso é utopia!
Utopia, ou não, ele não entende, não quer aceitar que o mais sensato e lógico, seria reconhecer no encontrado, aquilo que idealizou. Mas não, ele quer aquela monumental mulher, que extrapolará suas expectativas físicas e psicológicas. Em outras palavras: a perfeição. Perfeição que preencherá o imenso vazio do seu EGO. Nesses momentos de apoteótica loucura, ele nem se dá conta de que, a Natureza é perfeita e ela, jamais, concederia ao homem, a perfeição.
Por que isso acontece?
(continuação em outro dia, aguardem, vocês vão se surpreender)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

IMAGINANDO...

          Poema extraido do meu
           livro: FANTASIAS

Eu não conheço você...
É...não conheço, não
Uma coisa vou lhe dizer:
Você...vive aqui, no meu coração.
Como é que pode?! Não sei.
Ouvi sua voz...uma voz macia...
É!...Num programa de rádio, um dia.
Sabe?...Eu me apaixonei!
Como é que pode?! Não sei!...
Sua voz, vive, pulsa na minha mente,
Falando-me de amor...e amar...
Fazendo-me sonhar a todo instante!
É...não tem hora, nem lugar...
Agora...estou pensando(diante de uma tela de píntar)
Em...um rosto lhe dar:
Deixe-me ver...deixe-me ver...
Testa larga...olhos negros...azuis?
Não!...azuis, não.Verdes? É, verdes.
Cabelos negros? Não!...Não devem ser.
Olhos verdes...cabelos louros...é...é isso!
Então...deixe-me recapitular:
Testa larga...olhos verdes,
Cabelos louros...Lisos, ou ondulados?
Lisos...na testa vão lhe cair.Não!...
Não ficam bem, não.
Então, vejamos: Ondulados?
Em caracóis dourados...
Uhmmm!...Você está ficando
Um peixão! Não, peixão...não!
Está ficando simpático! (falava, enquanto ia desenhando...)
Ummmm!...Nem tanto! Está faltando
O principal: a boca...os lábios...
Sério...ou sorrindo? Divinais!
Lábios finos...não! Finos...são feios!
É!...carnudos...sensuais!
Ah!...Assim está melhor.
Ihiiii! Rosto redondo...alongado?
Não! Deixe-me pensar...vamos supor
Um rosto oval...queixo quadrado...
Másculo! É...está ficando bom,
Muito bom! Começo a ver
Você...tal qual imaginei!
Será que você é...assim? Talvez...
Talvez...tenha um farto bigode...
A lhe enfeiar os lábios...pode ser...
Não...não, bigode, não!
Você está... uma graça! Como é que pode?!
Não sei. Será...que um dia
Ainda, vou conhecer você?
E...se não for como imaginei,
Como, na tela, desenhei?
Ah...que pena! Eu queria
Desenhar você, irradiando alegria!
É...mas...não deu!
Você está triste...Estará só
E...infeliz, como eu?

obs.Vamos ver que responde primeiro?
       Estou aguardando...curiosa.

AGONIA DE VIVER E A LIBERTAÇÃO DA ALMA

                 Poema do meu livro SEM ALGEMAS
     
         AGONIA DE VIVER E A LIBERTAÇÃO DA ALMA

E...a gente continua
Nesta agonia lenta de viver
Por viver, sem querer
Até qu'alma se destrua...
E ela, desesperada, torturada,
Presa no íntimo, aflita,
Pela gargante, grita,
Num grito ultrassônico
Ao destino irônico,
Que segue sem a ouvir,
Rumo ao desconhecido
E incerto porvir,
Onde se libertará
Do corpo vencido, pelo cansaço de viver.
Será, esse contínuo sofrer,
Será, esse trôpego caminhar
E esse incerto procurar,
A razão de viver?
Será, esse incessante sofrer
Vida? Ou vida será o morrer?
Na vida se aprisiona a alma,
Numa constante exortação
E o morrer, a sua libertação?
O que a gente tanto busca,
No afã de tanta luta,
No cansaço de tanto lutar?
A prisão da alma prolongar?
Melhor não seria certamente,
Com a morte, finalmente,
A nossa alma libertar?
O que mais desejamos:
Prisioneiros vivermos,
Ou mortos nos libertarmos?
Vivamos, soframos e esperemos.