sábado, 31 de dezembro de 2011

UMA IDEIA LOUCA - terceira parte

             (continuação)
...aqui está o endereço...- pensava.
Batem na porta novamente:
- Albert René, é você?
- Sim, menino Alex. O jantar está servido. Seus pais estão esperando...
- Tá bom! Obrigado.
Continua lendo o endereço e comenta consigo mesmo:
- Não conheço nenhuma garota em Santa Tersa...quem será? O único meio de saber é indo até lá! decide.
Desce as escadas apressadamente. Albert interpela-o:
- E o jantar?
- Agora não posso! Tenho algo muito importante para fazer. Que jantem sem mim. Estarei aqui para a ceia, tá legal?
Albert que não entendia nada, dá de ombros.
Ele entra no carro e sai a toda.
Enquanto isso...
Sozinha, Madá olha o prato em cima da mesa, o copo descartável, o guardanapo, o mísero refrigerante de última categoria e fica a cismar. Sua tia não pode ficar, fora ver a mãe. Ela está terrivelmente só, numa noite festiva de Natal. Seus olhos enchem-se de lágrimas. Pensa: - Uns, com tanta gente e luxo à sua volta, outros...tão só!
Tocam a campainha.
- Quem será? Não espero ninguém!
Levanta-se, dirindo-se até a porta e olha pelo olho mágico. Não reconhece o rosto que aguarda do outro lado. Mesmo assim, abre a porta.
- É a senhorita...- diz o elegante rapaz, titubeante- olhando o cartão que ostentava na mão, fingindo não entender o nome nele escrito.
- Madá. -  reponde ela, bastante surpresa.
- É Madá? - indaga o rapaz, com ares de admiração, parecendo gostar do que via.
- Sou sim.
- Posso entrar?
 Não o conheço, moço! Parece um granfino...que faz aqui por estes lados da Lapa?ece um granfino...Que faz aqui por estes lados da Lapa?
- Madá...não é você? -  indaga o jovem, sorridente. Posso entrar? - repete.
- Claro, claro! Desculpa, tá? Aqui é casa de pobre mesmo! Pobre de dinheiro, de gente, de amor...- sua voz está trêmula. Ela engasga, porque está chorando.
- Que é isso! Chorando numa noite tão linda como essa, Mada? indaga o rapaz, com intenção de consolá-la.- E não é para chorar? Não tenho pai nem irmãos. Sozinha, aqui, sem ter sequer, com quem falar...
- Eu estou aqui, Madá! Vim exclusivamente para falar com você. Quer?
- Deixe de piada!...
- Morgan, Alex Morgan, prazer. - Além de galã, tem um bonito nome! - pensa.
- Deixe de brincadeira, Alex. Eu vou lá, acreditar nisso?
- Assim, você me ofende, sabe? Deixei tudo lá em casa e vim correndo pra cá, só pra conhecer...ver você!
- Para me ver? Como sabe que existo?
- O presente que me mandou, ora!
- Ah...o presente...- ria e chorava ao mesmo tempo. - O presente que lhe mandei? - indaga ela, sem entendar a princípio.

          (continuação amanhã)
     

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

UMA IDEIA LOUCA - segunda parte

            (continuação)

...Entrou numa loja e comprou algo. Em seguida, saiu alegre, como se a ideia que tivera fosse sensacional. Passou por uma elegante Mansão, tocou a campainha. Atenderam.
- Mandaram entregar isto aqui...- disse, titubeante, entregando ao porteiro um lindo pacote.
- AH...deve ser para o menino Morgan...deve ser da namorada - disse  o porteiro uniformizado, que continuou falando: - Trabalha lá? perguntou, interessado.
- É...trabalho sim. arriscou, confusa.
Apressadamente, deixa o lugar. Na rua, pensa: - Que maluquice, a minha! No cartão deixei nome e endereço- sorriu e disse com seus botões: - Eu disse que era um seu amor... incógnito. Que loucura! E...se não houvesse rapaz nenhum? Bah! E dando de ombros- Teria batido em outra porta, dizendo que errara de endereço.
Ía pensando, enquanto voltava para casa. Suspirou...aliviada- Fiz o que tinha vontade de fazer, pô! Creio que não fiz nada de mal ou errado...
Estava às voltas com sua consciência. Analisava os seus gestos, seu comportamento de minutos antes se autocriticando: - Bem...agora já está feito! Vejamos no que vai dar.
Enquanto isso, na Mansão dos Morgan Wathson, onde Madá deixara o seu presente:-  O porteiro toca a campainha do holl e entrega o embrulho ao mordomo, elegantemente vestido, com seus cabelos grisalhos bem acomodados sobre sua cabeça altiva. O mordomo Albert, sobe as escadas até o quarto do rapaz e chama:
- Menino Alex!
- Entre! A porta está aberta.
- É da parte de Clarice, menino Morgan. Acabaram de entregar - diz Albert, solícito.
- De Clarice? Não pode ser...A gente terminou tudo! Obrigado, Albert René, pode ir.
- Com licença. Albert René se afasta, fechando a porta atrás de si.
Alex Morgan, que relaxava, deitado com as mãos sob as nuca, senta-se na cama e curioso, abre o pacote, muito bem trabalhado, por sinal.
- Que bacana! Deixe-me ver o cartão...ahn...uhn...de um seu amor incógnito. E lia-se esta frase: "O verdadeiro amor é aquele não sabe dizer adeus"
- Gozado! - exclamou o rapaz, ansioso. - Quem será? Numa noite de Natal, sozinha, amando um homem que...mal conhece? Sim, deve me conhecer, nem que seja só de vista.

(Terceira parta, em breve...quem sabe...amanhã?)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

UMA IDEIA LOUCA

        (conto romântico extraido do meu livro:
             CONTOS ROMÂNTICOS)

 Rio de Janeiro.
Ela não gostava do próprio nome: Madalena. Por isso, gostava que a chamassem de Madá, apenas Madá.
Nada havia dado certo na vida de Madá. Lutara com unhas e dentes, esforçara-se muito até a exaustão, porém foi como se tudo houvesse parado em torno de si. Todos progrediram, ou haviam conseguido alcançar ou conquistar o almejado. Ela, não. Aos seus olhos, todos viviam a vida, ela, como diziam os antigos, "via com os olhos e labia com a testa", ficava "a ver navios"...Mera espectadora.
Madá ía amontoando decepções, fracassos, ía acululando em seu íntimo insatisfeito, desesperanças, esforços vãos. Ía vivendo uma vida apagada e muito sofrida. Seus lindos olhos azuis, nublados por uma insistente tristeza.
Fora criada por uma tia. Sua mãe era uma mulher da vida fácil. Cobria as despesas, ía vê-la de vez em quando. A tia Aurora fora quem realmente a criara. Dera duro!
Madá havia trilhado um caminho reto, dígno, honesto, mas parecia que tudo isso não bastara para que conquistasse seus sonhos, e seus esforços, quase sempre, davam em nada. Não conseguira concluir os estudos. Queria ser professora de Matemática e vivia sonhando que dava aulas...classe cheia, todos os olhos grudados nela, nesse momento, sentia-se importante. Quando acordava, percebia desiludida, que havia sido mais um sonho. Trabalhava como datilógrafa em um escritório de advocacia. Era sempre a mesma rotina: casa trabalho, trabalho casa. Às vezes, saía sozinha, dava um passeio pelo parque da Boa Vista, ou pelas ruas do centro velho do Rio, olhando vitrines. Às vezes, entrava na Igreja de Santo Antônio no Largo da Carioca, para rezar. Andava e pensava: - Que porcaria de vida! Será que nunca vou sair disso? Sempre a mesma coisa...essa insatisfação interior, essa falta do "acontecer"! Por que na minha vida nunca acontece nada? Nesses momentos, Madá chorava, depois enxugava rápido os olhos, para que ninguém notasse. Procurava respirar fundo e...e acabava sentindo-se melhor. Continuava conjecturando...- Se pelo menos eu tivesse pai! Talvez ele me ajudasse a sair deste sufoco...mas não tenho...nem sei quem é ele! Mamãe nunca diz, titia também não...droga! Acaba sempre voltando para casa, cada vez mais triste e solitária.
Era Natal. Na cidade muito movimento, muitas luzes, vitrines enfeitadas repletas de brinquedos e sugestões para presentes. Olhava através do vidro e pensava: - Tudo tão lindo! Tanta gente feliz, presenteando-se uns aos outros...cumprimentando-se. Como deve ser bom ter uma família reunida: pai, mãe, irmãos e... - continuava andando, ora olhando, ora caminhando...Derrepente, teve uma ideia maluca!

Aguardem a segunda parte...talvez...até amanhã, ok?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A GRANDE BUSCA

              CRÔNICA

2011. Final de ano. Esta crônica soa como um alerta para todos.

O mundo enlouqueceu! Dirigentes de nações produzindo guerras em nome do patriotismo; cegueira ante a fome e a miséria humanas, como solução; trabalho semi escravo em nome do progresso; execução em massa calando testemunho em nome da justiça e da paz social; legalização do aborto pelo controle da natalidade e densidade demográfica; sexo livre e explícito em nome do amor e do prazer; canibalismo rolando solto; assassinos matam e comem suas vítimas, como justificativa; insanos que sacrificam vidas em holocausto ao "demo". Como é que pode?
É espantoso! Execrável!
Neste caos social em que os princípios morais ruem fragorosa e vertiginosamente, o homem se debate oprimido pela violência, inseguro ante o não cumprimento das leis, ele se perde em desnorteios. Confuso, agarra-se a pequenas satisfações materiais, na aquisição de pequenos sonhos como: aquisição de um iate, uma mansão, um carro último tipo, práticas de orgias regadas a bebidas alcoólicas e drogas.
É o homem tentando alcançar o conforto e o prazer máximos que já não encontra na convivência sicial, numa sociedade tão agredida e espoliada no dia-a-dia.
Todavia, alcançados esses fugazes prazeres pelos quais, muitas vezes, ele briga até a morte, ou a perda total da sua liberdade, parte em busca de novos prazeres, perdendo-se desnorteios e fracassos. Assim, sucessivamente.
Dizem os psicólogos que esta sofreguidão e insatisfação humanas incorrem da costante e inconsciente busca do prazer e segurança vividos no útero materno.
Eu vou mais longe, mais além. Creio tratar-se da eterna busca do AMOR MAIOR, da grande VERDADE e LUZ, do grande e real CENTRO DE TUDO, do qual ele procede e para o qual ele voltará um dia: DEUS!

FELIZ ANO NOVO!

sábado, 17 de dezembro de 2011

CHEIO DE NADA, VAZIO DE VOCÊ

        (do meu livro FANTASIAS)

Sabe, resolvi te procurar!
Já não aguento , mais te amar
Em silêncio! Sem teus olhos
Poder fitar...
Sem tua boca poder beijar!
Já não aguento mais
Dominar os sentidos
E perder tanta ternura
No teu vazio!
Tantos anseios reprimidos...
Na minha solidão. Que frio!
Já não aguento mais
Viver de NADA!
Não guento mais
Querer AUSÊNCIA!
Já não aguento mais
ABANDONADA,
Carinhar SOLIDÃO!
E...sempre, em pensamento te amar!
Sinto-me forte agora,
Sim, vou-me embora.
Vou encher o NADA, de você...
Vou o VAZIO, de amar...
Vou tranformar o ABANDONO,
Com a tua PRESENÇA...
Vou, realmente,
O teu corpo ABRAÇAR...
E verdadeiramente te AMAR!

sábado, 10 de dezembro de 2011

ALGUÉM ROUBOU A CENA!

NATAL. Nascimento do MENINO DEUS, todos no mundo inteiro tem ciência deste fato. Uma data especial em que se homenageia a Sagrada Família. Todas as atenções se voltam para o AMOR MAIOR personificado  em JESUS CRISTO, redentor e salvador dos pecadores. Os fiéis rezam e aguardam a Santa Missa do Natal. Enquanto isso alguém está nos jornais, na mídia em numerosas propagandas comerciais. Nos livros e jornais fala-se muito dele, tornando-o uma figura muito popular e querida das crianças. Personagem gerado por uma mente criativa, uma idéia que deu certo e conquistou milhões de adeptos em todo o mundo.
Que haja muita alegria, luzes, sinos que badalem e muita festa para o divino aniversariante, nos quatro cantos da Terra. Mas...para muitos, será o menino Jesus, santo aniversariante, o tão aguardado? Será!
Então...heis que surge um charmoso penetra, em um helicóptero, descendo num "chiquérrimo" shopping, ansiosamente aguardado por centenas de crianças acompanhadas por adultos, querendo tirar uma foto ao seu lado, esperando ganhar o belo e tão sonhado presente, chega aquele que roubaria a cena: PAPAI NOEL, o Bom Velhinho! Do mito para a realidade foi um passo e, ele conseguiu fazer parte das tradicionais festas natalinas e entrar para a história de quase todos os povos cristãos.
Só espero que ninguém se esqueça do verdadeiro aniversariante: o MININO JESUS e tenha a melhor e mais fervorosa acolhida no coração de todos!
FELIZ NATAL A TODOS!

QUEM SOU EU?

Alguém que seguramente crê em Deus. Meu ego? Ilusões em baixa, realismo em alta. A primeira fui deixando pelo caminho que percorri até pouco tempo atrás; o segundo foi e é conseqüência de uma vida movida por turbulências, peripécias e obstáculos vencidos e a vencer. Tudo isso forneceu-me grande e valioso aprendizado. Hoje, com certeza, sou mais "pé no chão", mais "maliciosa" por assim dizer. Sou mais seletiva em todas as áreas: conhecimento, pesquisa, artes: pintura, música, literatura; negócios, amizade e no amor. Sou movida pelos sentimentos: tudo pelo bem. Se pratico o bem estou feliz. Com os humildes, sou tolerante e complacente, para com os orgulhosos e prepotentes, não tenho paciência, vou logo cortando baixo e categoricamente. Entretanto , sou definitivamente contra a violência seja atos ou palavras, contra a prepotência do totalitarismo e o aborto. Aprecio uma boa e construtiva conversa mas detesto as "fofocas", conversas sobre a vida dos outros, modismos, etiquetas e piadas de mau gosto. O que acho difícil? Conviver. Apoio aquele ditado que diz: VIVER É UM DOM, CONVIVER É UMA ARTE. Como é difícil! Entretanto, o que mais me apraz é ouvir o outro, e sugerir soluções se for o caso. Estou sempre em busca do conhecimento produtivo e valioso que resolva os muitos problemas da humanidade. Gosto de rir, não reclamo e não sou de desistir facilmente, se tenho certeza do que quero e onde devo chegar mas. Se desconheço determinado assunto, não tenho acanhamento em dizê-lo; se necessito algo, não tenho vergonha de pedir.O que mais me irrita? O aviltamento do amor, a ausência do pudor, do respeito, a imoralidade desenfreada, birra, teimosia e pessoas sem "semancol"- aquelas que a gente fala, fala e elas nem se importam, não ficam vermelha nem mudam seu comportamento. Que atitudes mais me maltratam? Drogas, traição e o abandono. O que mais me encanta? A natureza, o sorriso de uma criança, uma boa música interpretada por uma bela voz. O que mais me preocupa? As crianças e seu futuro nas mãos de adultos violentos. Ambição? Tenho, quem não a tem?. Contudo, jamais, lançaria mão de meios ilícitos para obter o que desejo, o que é do outro, nem uma agulha me interessaria. Objetivos? Tenho: Fazer alguma coisa pela humanidade; infundir nos corações rebeldes e vingativos o amor pela PAZ. Rancor, não tenho, não sou vingativa, se bem que me magôo com facilidade, reconheço mas, acabo perdoando. Perdão, sentimento que nos lava a alma e nos torna mais próximos de Deus. O perdão só existe no Verdadeiro AMOR e só este AMOR é o nosso passaporte para a Eternidade.

E é, só neste momento, que conheceremos a verdadeira felicidade, tudo o mais é mera ILUSÃO! Teotônia.19-10-2009.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ESPERA

         
         (este é um acróstico)

Perdido aí pelos caminhos da vida...
Entre o passado e o futuro
De sonhos vai vivendo, sem guarida.
Reergue-se das quedas, planta ilusão...
O sonho guardando dentro do coração.


                                   (estas duas estrofes
                              abaixo são independentes)

                                           SABES?
                                                

                             Sabes, tenho um grande segredo:
                             E sabes qual é, minha querida?
                            Ah...meu amor, é esse grande medo
                            De um dia, perder-te nesta vida!


                                  ÉS

És como o sol que, morno, chega na madrugada...
Como a lua prateada que surge ao entadecer,
Revelando-me o romance, a poesia decantada,
Enchendo de brilhante luz a alegria do meu viver.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

ORIGEM DO PENSAMENTO - FINAL

           PARE E PENSE

Memorizando racionalmente formavam-se as LEMBRAÇAS.
O homem sentia-se outro, contente, feliz. Deu-se início a outro tipo de vida: A VIDA EM SOCIEDADE. Assim, surgiu a ESCRITA. A ERA da MÍMICA, já era!
E...todos se entenderam numa verdadeira comunhão, movidos pelo mesmo sentimento COMUNITÁRIO.
A.A.A.A.AH!...
Porém esse processo pode ter levado milênios para que acontecesse! Pode crer.

ORIGEM DO PENSAMENTO

          PERE E PENSE

Entre todos os animais, o homem é o único pensante.
Como se dá essa maravilha? Onde se origina o pensamento? No cérebro, na psique, na alma? Como se poderia pensar antes do conhecimento? E a capaciade de condicionamento, de memorizar? Qual ou quais destes elementos alavancou ou alavancaram esta histórica corrida do homem rumo ao conhecimento?
Eu, penso tratar-se de um trabalho conjunto desses elementos. Ao seu tempo, cada um exerceu sua função.
A Ciência ainda não tem uma resposta satisfatória a essa pergunta. Dizem os cientistas: é um MISTÉRIO!
Eu cá, tenho minha ideias...malucas talvez mas...se penso, pode ser possível! Fico a cismar...
Em que órgão e quando origina-se o pensamento? Lembra-me aquela velha questão: quem veio primeiro: o ovo ou a galinha? Esta é fácil, sem a galinha não haveria ovo. Simples assim. Entretanto no corpo humano as coisas são mais complexas. Imagina-se que o pensamento se origina no cérebro. Será? O pensamento é de natureza subjetiva, imaterial. Pensar é anterior ao subconsciente, à memória, uma vez que são da responsabilidae do cérebro, de natureza material. A capacidade de pensar poderá ser advinda do CRIADOR, fundida à ALMA que nos foi traduzida como o SOPRO DA VIDA? Por que não. Faz sentido. Há uma corrente científica afirmando que o cérebro comanda o corpo. De minha parte, aprovo a corrente a qual afirma que a psique comanda o cérebro. Digo isso porque faço ANÁLISE GRAFOLÓGICA cujos resultados advêm da atuação do psíquico sobre o sistama motor que aparecem na grafia. Todavia, haveria como falar antes de conhecer, de pensar? Como explicar a fala antes disso? A fala  resulta da emissão de sons através da boca, resultado da vibração das cordas vocais quando tocadas pelo ar que inspiramos. Eles são representados por símbolos denominados LETRAS, por meio das quais, os homens tentaram expressar seus sentimentos, não antes de nomearem os objetos, coisas ou seres. Porém esses símbolos isolados não faziam sentido e não conseguiam se entender. Alguém teve de trazer para fora de suas cabeças os sentimentos que são imaterias para materiorizá-los através de sons articulados. Assim, nascia a FALA. Em sequência, conseguiu representar os sons por meio de síbolos gráficos que foram nomeados LETRAS. Ainda assim, não conseguiam expressar seus sentimentos. Tentou ordenar as letras em grupos que chamou de SÍLABAS. Agrupando-as em seguida, denominou-as PALAVRAS. Mais tarde, foram ordenadas de forma sistemática, construindo-se a FRASE ou ORAÇÃO que corresponde a um pensamento por inteiro(completo e compreesível). Surgia assim, a grafia ou linguagem ESCRITA.
Todo esse processo deverá ocorrer entre dois e três anos de vida. Só então o homem começa a formar pensamentos. Este meu parecer, encontrei o famoso Pensador, Advogado e Médico Russo Vygotsky Lev Semenovich- l991, PENSAMENTO E LINGUAGEM, que diz algo parecido com o meu modo de ver essa questão.
Agora, capacitado para formar seus pensamentos o homem pode se expressar, fazer-se entender, pode finalmente, comandar seu corpo através de impulsos que resultaram nos movimentos voluntários. Apenas e a partir desse fato é que a memória-nominal passou a se formar, conhecida como faculdade racional. Ele já podia pensar, falar, escrever e memorizar.