FINAL
Alex Morgan, um rapaz de uns vinte e dois anos, carionhoso, terno, voz agradável e quente. Olhos e cabelos escuros, sorriso franco e sedutor. O que mais agradava à Madá era sua simplicidade, nem parecia um ricaço. Sentiu um arrepio, pensado nisso. E depois dessa noite, o que aconteceria?
Alex, por sua vez, ainda embalado pelo amor materno e o apoio de seu pai, sempre solícito e protetor, não se deixara contaminar pelo orgulho, ambição desmedida nem pela força do poder. A humildade, retidão de carater e sua paixão pelo social, tornara-o um jovem fascinante. E, à Madá, essas qualidades não lhe passaram desapercebidas. Nos dias de hoje, virtudes andam em falta.
Chegaram.
Boite cheia, gente animada, penumbra...Sentaram-se, juntinhos. Ele, apezar de realmente impressionado, não queria que ela interpretasse mal sua atitudes e deixava que, tomasse sempre a iniciativa. Dançaram, por uma hora, rostos coladinhos...Depois, sairam. Levou-a para tomar sorvete. Ela, ria maravilhada, com todos os seus sonhos de uma jovem de vinte anos. Era a sua primeira vez, fazendo um passeio daquele naipe. Em seguida, passaram por uma bombonière. Ele comprou-lhe uma caixa de bombons importados da Bégica, terra dos melhores chocolates do mdundo. Na volta, compra-lhe um buquê de rosas vermelhas.
Chegaram em casa. A casa de Mada, um prediozinho de dois andares ficava na rua Moratori, no bairro de Santa Teresa, bem próximo aos arcos do bondinho.
- Entro? - pergunta Alex, aparentemente indeciso, pois no íntimo, queria muito que ela o convidasse a entrar.
- Como não! Vamos nos sentar um pouco?
- Boa ideia. Gostou da noite?
- Da noite? - pergunta, ela, meio decepcionada.
- É...e de mim também.
- Alex, nunca vivi coisa igual! Pena que meu sonho vai terminar à meia noite! Minha carruagem vai se transformar em abóbora...
- Se quiser...não.
- Não?!
- Madá, gostei muito de você, sabe? E...
Madá o olhava, embevecida, como quem olha para alguém inatingível! Como quem está sonhando, ela o vê falar...falar...Derrepente, estão bem próximos um do outro: olhos nos olhos, mãos nas mãos, ternura a ternura. Ninguém se mexe. É um momento único! Dá meia noite. É Natal.
Os sinos repicam, lá na Catedral. O beijo acontece. Abraçam-se terna, demoradamente.
Não há necessidade de palavras. O amor batia sininhos em seus cérebros, seus corações batiam rápidos, em uníssono. Alex e Madá, reunidos pelo acaso, apaixonam-se, numa bela noite de Natal. É a química, abençoada pelos céus!
Dali por diante, estariam sempre juntos, até o casamento, que não tardaria muito. Um amor que nasceu sob a fantástica e mágica força do NATAL.
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