(extraido do mei livro:
REALIDADE CHOCANTE)
Mensagem: INJUSTIÇADOS
Logo, ao entardecer, o sol se esconderá...
Impar destino! Para eles, a noite chegará.
Boa noite! os andarilhos dizem
Aos que passam, sem atenção lhes dar.
Não temos onde dormir!...Não percebem
O mudo apelo, no seu triste olhar.
Da lua lhes será a única luz que terão
Um amplo teto: o céu estrelado
Ao redor, frios prédios os isolarão.
Rolará sobre eles o pó, pelo vento soprado
Terão como cobertores, apenas sujos jornais...
Então, ao relento, injustiçados, adormecerão.
sábado, 21 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
EU FUI E SOU PRA VOCÊ
(extraido do meu livro do meu livro:
O AMOR EM ONDAS E CASCATAS)
Aquela gota d'água que caiu e se perdeu na imensidão do deserto...
Aquela estrela que você viu brilhar no céu e seu caminho continuou escuro.
Aquela nuvem que não conseguiu abrigá-lo do sol escaldante nem o lenço que lhe haveria de enxugar a face, porque o vento o levara...
Aquela miragam fantástica e ilusória diante de seus olhos febris de viajor perdido no deserto escaldante.
Aquele oásis que não existia...
Aquele repouso que não pode ter...
Aquela força de que precisava e...de dar-ta não fui capaz.
Aquela paz que tanto buscava...e não pude dar.
Aquela onda que te jogou para longe e...não consegui evitar.
Aquela táboa de que, como náufrago tanto necessitava e não teve ao seu redor.
Aquele ser que você grita aflito e ele continua caminhando indefinidamente, porque é surdo.
Aquele ser que vê você precipitar-se no abismo e permanece impassível, porque não tem mãos.
Aquela criança que precisa da sua ajuda e permanece calada, porque é muda...
Aquele menino assustado que precisa da sua ajuda e proteção, mas não entende sua língua...
Aquele que não lhe pode descrever a maravilha do entardecer, porque também é cego.
Aquele ateu que, perdida a fé, não entende que, NADA construido sobre o ERRO, permanece.
O AMOR EM ONDAS E CASCATAS)
Aquela gota d'água que caiu e se perdeu na imensidão do deserto...
Aquela estrela que você viu brilhar no céu e seu caminho continuou escuro.
Aquela nuvem que não conseguiu abrigá-lo do sol escaldante nem o lenço que lhe haveria de enxugar a face, porque o vento o levara...
Aquela miragam fantástica e ilusória diante de seus olhos febris de viajor perdido no deserto escaldante.
Aquele oásis que não existia...
Aquele repouso que não pode ter...
Aquela força de que precisava e...de dar-ta não fui capaz.
Aquela paz que tanto buscava...e não pude dar.
Aquela onda que te jogou para longe e...não consegui evitar.
Aquela táboa de que, como náufrago tanto necessitava e não teve ao seu redor.
Aquele ser que você grita aflito e ele continua caminhando indefinidamente, porque é surdo.
Aquele ser que vê você precipitar-se no abismo e permanece impassível, porque não tem mãos.
Aquela criança que precisa da sua ajuda e permanece calada, porque é muda...
Aquele menino assustado que precisa da sua ajuda e proteção, mas não entende sua língua...
Aquele que não lhe pode descrever a maravilha do entardecer, porque também é cego.
Aquele ateu que, perdida a fé, não entende que, NADA construido sobre o ERRO, permanece.
sábado, 7 de janeiro de 2012
ÍDOLO PARTIDO
(texto extraido do meu livro:
O AMOR EM ONDAS E CASCATAS)
No pedestal de minha sinceridade, da ilusão ergui-te bem alto, belo, fantástico!
Julguei-te um deus e adorei-te com a ingenuidade de uma criança...
Pensei haver-te criado forte, com a indestrutibilidade da verdade, e com a eternidade do tempo.
Hoje, vendo-te no solo, em cacos despedaçado, de joelhos, deponho ao teu lado, com tristeza e amargura infinitas, as ruinas do meu coração, igualmente destroçado!
Bem melhor foi crer-te de ilusória fascinação do que a real dureza de uma fé frustrada.
Agora, que caiste por terra, sem que eu o conceba, sem que me conforme com tal ideia, sofro as consequências de não querer juntar os cacos, e com o poder da reabilitação, esculturar-te outra vez e...reerguer-te novamente. Seria fácil, se as mágoas que calaram fundo no meu coração sonhador, não empanassem a tua beleza de um sei-deus; se eu pudesse esquecer as decepções e conseguisse, num esforço supremo, restituir-te o fascínio com que te auri a fronte altiva.
Mas, para não ver-te mais, melhor fora que eu não tivesse olhos, e para esquecer-te, melhor fora que eu não tivesse coração!
O AMOR EM ONDAS E CASCATAS)
No pedestal de minha sinceridade, da ilusão ergui-te bem alto, belo, fantástico!
Julguei-te um deus e adorei-te com a ingenuidade de uma criança...
Pensei haver-te criado forte, com a indestrutibilidade da verdade, e com a eternidade do tempo.
Hoje, vendo-te no solo, em cacos despedaçado, de joelhos, deponho ao teu lado, com tristeza e amargura infinitas, as ruinas do meu coração, igualmente destroçado!
Bem melhor foi crer-te de ilusória fascinação do que a real dureza de uma fé frustrada.
Agora, que caiste por terra, sem que eu o conceba, sem que me conforme com tal ideia, sofro as consequências de não querer juntar os cacos, e com o poder da reabilitação, esculturar-te outra vez e...reerguer-te novamente. Seria fácil, se as mágoas que calaram fundo no meu coração sonhador, não empanassem a tua beleza de um sei-deus; se eu pudesse esquecer as decepções e conseguisse, num esforço supremo, restituir-te o fascínio com que te auri a fronte altiva.
Mas, para não ver-te mais, melhor fora que eu não tivesse olhos, e para esquecer-te, melhor fora que eu não tivesse coração!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
UMA IDEIA LOUCA - FINAL
FINAL
Alex Morgan, um rapaz de uns vinte e dois anos, carionhoso, terno, voz agradável e quente. Olhos e cabelos escuros, sorriso franco e sedutor. O que mais agradava à Madá era sua simplicidade, nem parecia um ricaço. Sentiu um arrepio, pensado nisso. E depois dessa noite, o que aconteceria?
Alex, por sua vez, ainda embalado pelo amor materno e o apoio de seu pai, sempre solícito e protetor, não se deixara contaminar pelo orgulho, ambição desmedida nem pela força do poder. A humildade, retidão de carater e sua paixão pelo social, tornara-o um jovem fascinante. E, à Madá, essas qualidades não lhe passaram desapercebidas. Nos dias de hoje, virtudes andam em falta.
Chegaram.
Boite cheia, gente animada, penumbra...Sentaram-se, juntinhos. Ele, apezar de realmente impressionado, não queria que ela interpretasse mal sua atitudes e deixava que, tomasse sempre a iniciativa. Dançaram, por uma hora, rostos coladinhos...Depois, sairam. Levou-a para tomar sorvete. Ela, ria maravilhada, com todos os seus sonhos de uma jovem de vinte anos. Era a sua primeira vez, fazendo um passeio daquele naipe. Em seguida, passaram por uma bombonière. Ele comprou-lhe uma caixa de bombons importados da Bégica, terra dos melhores chocolates do mdundo. Na volta, compra-lhe um buquê de rosas vermelhas.
Chegaram em casa. A casa de Mada, um prediozinho de dois andares ficava na rua Moratori, no bairro de Santa Teresa, bem próximo aos arcos do bondinho.
- Entro? - pergunta Alex, aparentemente indeciso, pois no íntimo, queria muito que ela o convidasse a entrar.
- Como não! Vamos nos sentar um pouco?
- Boa ideia. Gostou da noite?
- Da noite? - pergunta, ela, meio decepcionada.
- É...e de mim também.
- Alex, nunca vivi coisa igual! Pena que meu sonho vai terminar à meia noite! Minha carruagem vai se transformar em abóbora...
- Se quiser...não.
- Não?!
- Madá, gostei muito de você, sabe? E...
Madá o olhava, embevecida, como quem olha para alguém inatingível! Como quem está sonhando, ela o vê falar...falar...Derrepente, estão bem próximos um do outro: olhos nos olhos, mãos nas mãos, ternura a ternura. Ninguém se mexe. É um momento único! Dá meia noite. É Natal.
Os sinos repicam, lá na Catedral. O beijo acontece. Abraçam-se terna, demoradamente.
Não há necessidade de palavras. O amor batia sininhos em seus cérebros, seus corações batiam rápidos, em uníssono. Alex e Madá, reunidos pelo acaso, apaixonam-se, numa bela noite de Natal. É a química, abençoada pelos céus!
Dali por diante, estariam sempre juntos, até o casamento, que não tardaria muito. Um amor que nasceu sob a fantástica e mágica força do NATAL.
Alex Morgan, um rapaz de uns vinte e dois anos, carionhoso, terno, voz agradável e quente. Olhos e cabelos escuros, sorriso franco e sedutor. O que mais agradava à Madá era sua simplicidade, nem parecia um ricaço. Sentiu um arrepio, pensado nisso. E depois dessa noite, o que aconteceria?
Alex, por sua vez, ainda embalado pelo amor materno e o apoio de seu pai, sempre solícito e protetor, não se deixara contaminar pelo orgulho, ambição desmedida nem pela força do poder. A humildade, retidão de carater e sua paixão pelo social, tornara-o um jovem fascinante. E, à Madá, essas qualidades não lhe passaram desapercebidas. Nos dias de hoje, virtudes andam em falta.
Chegaram.
Boite cheia, gente animada, penumbra...Sentaram-se, juntinhos. Ele, apezar de realmente impressionado, não queria que ela interpretasse mal sua atitudes e deixava que, tomasse sempre a iniciativa. Dançaram, por uma hora, rostos coladinhos...Depois, sairam. Levou-a para tomar sorvete. Ela, ria maravilhada, com todos os seus sonhos de uma jovem de vinte anos. Era a sua primeira vez, fazendo um passeio daquele naipe. Em seguida, passaram por uma bombonière. Ele comprou-lhe uma caixa de bombons importados da Bégica, terra dos melhores chocolates do mdundo. Na volta, compra-lhe um buquê de rosas vermelhas.
Chegaram em casa. A casa de Mada, um prediozinho de dois andares ficava na rua Moratori, no bairro de Santa Teresa, bem próximo aos arcos do bondinho.
- Entro? - pergunta Alex, aparentemente indeciso, pois no íntimo, queria muito que ela o convidasse a entrar.
- Como não! Vamos nos sentar um pouco?
- Boa ideia. Gostou da noite?
- Da noite? - pergunta, ela, meio decepcionada.
- É...e de mim também.
- Alex, nunca vivi coisa igual! Pena que meu sonho vai terminar à meia noite! Minha carruagem vai se transformar em abóbora...
- Se quiser...não.
- Não?!
- Madá, gostei muito de você, sabe? E...
Madá o olhava, embevecida, como quem olha para alguém inatingível! Como quem está sonhando, ela o vê falar...falar...Derrepente, estão bem próximos um do outro: olhos nos olhos, mãos nas mãos, ternura a ternura. Ninguém se mexe. É um momento único! Dá meia noite. É Natal.
Os sinos repicam, lá na Catedral. O beijo acontece. Abraçam-se terna, demoradamente.
Não há necessidade de palavras. O amor batia sininhos em seus cérebros, seus corações batiam rápidos, em uníssono. Alex e Madá, reunidos pelo acaso, apaixonam-se, numa bela noite de Natal. É a química, abençoada pelos céus!
Dali por diante, estariam sempre juntos, até o casamento, que não tardaria muito. Um amor que nasceu sob a fantástica e mágica força do NATAL.
domingo, 1 de janeiro de 2012
UMA IDEIA LOUCA - quarta parte
(extraido do meu livro:
CONTOS ROMÂNTICOS)
- Muito obrigado, Madá. Gostei muito, veja! - disse, mostrando-lhe a gravata que usava.
- Você... gostou? E está usando essa...pobre gravata que lhe mandei? - acode, admirada e surpresa.
- Foi dada de coração, não foi? Então...é o que importa.
- Sim...- disse, passando as costas da mão sobre os olhos úmidos.
Mesmo através das lágrimas, Madá podia delinear a figura de um bonito e elegante jovem que sorria para ela. E ele estava ali, na sua frente, como num sonho. Foi despertada de seus devaneios por sua voz sedutora, que insistia:
- Gostaria de sair comigo? - indaga, o jovem, tirando um lenço do bolso, secando-lhe as lágrimas, delicadamente.
- Sssair...com você, todo chic assim? Não.
- Não?! Não quer, ou acha que não deve?
- Sei lá...- começa a rir, um riso nervoso- Eu não teria nem mesmo uma roupa adequada...
- Espere aqui um instantinho só, tá? Já volto.
Morgan sai. Meia hora depois ele volta, trazendo um pacote.
- É pra você. Agora não tem desculpa, ahm?
Madá, não acreditando no que vê, desembrulha o presente, boquiaberta. Exclama:
- É maravilhoso, dígno de uma princesa!
- Gosta?
- Lindo! Nunca vesti nada igual em toda a minha vida! - disse, colocando o chiquérrimo vestido sobre o corpo.
- Então...vá lá dentro, troque-se e vamos sair. Vamos fazer tudo o que você quiser.
- Tudo? pergunta, Madá, - encantada.
- Tudo. - responde Alex, comovido, e misteriosamente feliz.
Sentado no sofá, ele espera. Olha à sua volta e continua pensando: Como pode uma criatura linda, sensacional como essa viver em tamnha solidão? Como deve doer, santo Deus!
- Que tal? pergunta Madá, entrando na sala.- arrancando-o de seus devaneios.
- Que? Você ou o vestido?
- Eu.
- Deslumbrante! Você está linda, aliás, mais linda- retifica ele. - Linda você é, de qualquer modo...mesmo quando chorava, sabe?
- Verdade?
- Nunca fui tão sincero, Madá.
- Aonde vamos?
- Aonde você quiser, princesa.
- Diga você, eu nunca fui a lugar algum...Nem saberia escolher... nem como me comportar.
- Sabe dançar? - acode Alex3, temendo que ela desistisse.
- Mais ou menos...
- Então, iremos a uma 'boite", certo? Dançando, você estará mais à vontade...não tendo que se preocupar muito. Estou certo?
- Creio que é melhor mesmo.
- Então, vamos?
- Vamos.
Sairam. Ele a fez entrar no carro, cavalheirescamente. Ela se sentia como uma madamoiselle.
( O final desta história terá que ficar para amanhã, sinto muito).
CONTOS ROMÂNTICOS)
- Muito obrigado, Madá. Gostei muito, veja! - disse, mostrando-lhe a gravata que usava.
- Você... gostou? E está usando essa...pobre gravata que lhe mandei? - acode, admirada e surpresa.
- Foi dada de coração, não foi? Então...é o que importa.
- Sim...- disse, passando as costas da mão sobre os olhos úmidos.
Mesmo através das lágrimas, Madá podia delinear a figura de um bonito e elegante jovem que sorria para ela. E ele estava ali, na sua frente, como num sonho. Foi despertada de seus devaneios por sua voz sedutora, que insistia:
- Gostaria de sair comigo? - indaga, o jovem, tirando um lenço do bolso, secando-lhe as lágrimas, delicadamente.
- Sssair...com você, todo chic assim? Não.
- Não?! Não quer, ou acha que não deve?
- Sei lá...- começa a rir, um riso nervoso- Eu não teria nem mesmo uma roupa adequada...
- Espere aqui um instantinho só, tá? Já volto.
Morgan sai. Meia hora depois ele volta, trazendo um pacote.
- É pra você. Agora não tem desculpa, ahm?
Madá, não acreditando no que vê, desembrulha o presente, boquiaberta. Exclama:
- É maravilhoso, dígno de uma princesa!
- Gosta?
- Lindo! Nunca vesti nada igual em toda a minha vida! - disse, colocando o chiquérrimo vestido sobre o corpo.
- Então...vá lá dentro, troque-se e vamos sair. Vamos fazer tudo o que você quiser.
- Tudo? pergunta, Madá, - encantada.
- Tudo. - responde Alex, comovido, e misteriosamente feliz.
Sentado no sofá, ele espera. Olha à sua volta e continua pensando: Como pode uma criatura linda, sensacional como essa viver em tamnha solidão? Como deve doer, santo Deus!
- Que tal? pergunta Madá, entrando na sala.- arrancando-o de seus devaneios.
- Que? Você ou o vestido?
- Eu.
- Deslumbrante! Você está linda, aliás, mais linda- retifica ele. - Linda você é, de qualquer modo...mesmo quando chorava, sabe?
- Verdade?
- Nunca fui tão sincero, Madá.
- Aonde vamos?
- Aonde você quiser, princesa.
- Diga você, eu nunca fui a lugar algum...Nem saberia escolher... nem como me comportar.
- Sabe dançar? - acode Alex3, temendo que ela desistisse.
- Mais ou menos...
- Então, iremos a uma 'boite", certo? Dançando, você estará mais à vontade...não tendo que se preocupar muito. Estou certo?
- Creio que é melhor mesmo.
- Então, vamos?
- Vamos.
Sairam. Ele a fez entrar no carro, cavalheirescamente. Ela se sentia como uma madamoiselle.
( O final desta história terá que ficar para amanhã, sinto muito).
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