- Foi. - responderam ambos, rindo.
Ele lhe segura a mão, por sobre a mesa. Ela aceita, passiva. Naquele momento de tristes recordações, ela precisava muito de apoio e de calor humano.
Terminaram de jantar. Saem. Caminham... selenciosamente. Depois de alguns minutos:
- O que a gente poderia fazer? É tão cedo ainda. - comenta ele, com naturalidade.
-Formavam um lindo casal. Entre os trinta e trinta e cinco anos, ambos esbanjavam saude e beleza. Sobria e elegantemente trajados, despertavam a atenção dos transeuntes.
- Você tem razão. Se vou para casa agora, não conseguiria dormir. - Não consigo parar de pensar no meu ex-marido!...
- Você o amava muito? arriscou, Roberto, meio que apreensivo e sem saber o por que.
- Amava, não...Amo! Ricardo marcou demais a minha vida, sabe? Ele apareceu num momento cruciante e deu alento, forças, lenetivo...
- Huuum, que maravilha de Ricardo era esse, que não conseguiu ver a mulher encantadora que é você, Roberta?- Não brinque, Roberto!
- Não estou brincando, não! A prova é que você está aqui e...sozisnha! Sozinha não, agora está comigo.
- E você...cadê a sua...
- Minha Paula? atreveu-se ele em contar a verdade.
- Paula! Então...a sua diva chamava-se Paula?
- Paula era...era não, é linda, inteligente, versátil, dinâmica, atraente...- Tudo isso? E...você, aqui sozinho? Sozinho não, comigo. - disse roberta, sentindo-se pequena, diante de tantos elogios.
- Tudo isso sim, porém ela não me tinha amor.
- AH, não!
- Não, Roberta. Paula tinha um detalhe, que eu já conhecia e mesmo assim, casei-me com ela. Paula era, e talvez ainda seja, volúvel.
- Ah...sim? Lá vêm os defeitos!
Não a estou censurando, não. É a verdade. Casei-me com ela, eu queria amá-la mesmo sabendo que, dia- mesnos- dia, eu seria trocado por outro, como fui.
- Foi?!
- É isso aí. Eis a minha história.
- Coitaaado! exclama Roberta, sensibilizada.
- Coitado, não!...
- Desculpe-me, não é bem esse o termo, é...
- Não se preocupe...já me conformei.
- Mesmo? indaga Roberto, esperançoso.
- Poi eu, não!
- Não?
- Não. Eu não me conformo, porque não entendi...aperentemente parecia não haver motivos para separação...ainda mais...sem uma única palavra! Éramos felizes, pelo menos sentíamos que assim fosse. Ele nunca reclamou de nada.
- Parecia?
- É...ele não reclava, não fazia comentários...era muito carinhoso e alegre.
- Amoroso...também?
- Amoroso também.
- Então...como se explica?
- Roberto, às vezes penso que ele morreu, sabe? Ele já havia se acidentado algumas vezes...acidentes graves!
- Você pensa nesta hipótese?
obs. aguardem o final, para breve.
terça-feira, 29 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
CARTAS NA MESA
(Conto extraido do meu livro:
CONTOS ROMÂNTICOS)
Eram dezoito horas. Roberta havia saido do trabalho e resolvera, para sair da rotina, jantar fora. Entra num reswtourante e ecolhe uma mesa.´Uma suave emoldia enche o ar. Ela gosta. Enquanto aguarda pelo garçom, rumina suas idéias. Pescebe-se triste, melancólica: como é ruim...viver só! A gente se acostuma com a presença do marido, acorrenta-se psicologicamente a ele e...depois é isso: solidão! Ah...Renato, como você me faz falta!...Sinto falta de sua alegria, do seu sorriso, da sua atenção...do seu carinho...Cerra os olhos e suspira.
- Posso sentar-me, ou incomodo?
Ela abre os olhos, como que despertando de um sonho. Sorri, dersconcertada.
- Claro...
- Está cheio, hoje, não? como que se desculpando.
- É...parece que todo mundo resolveu jantar fora! diz Roberta, lançando um olhar abrangente sobre o ambiente.
- Cada um, deve ter seu motivo...posso saber qual é o seu, senhorita...
- Senhorita, não.
- Não?!
- Não.
- Então...madame?
- Também não.
- Uhm...deixe-me ver...não é madame, nem madamoiselle...- diz o recém- chegado, como que se divertindo.
Os dois riem. Ele continua:
- Uhuummm...
- Desquitada.
- Desquitada...ôôô!...
- Por que este ar zombeteiro? O mundo está cheio de casais separados. É tão comum...
- Mas...é assunto sério!
- Você acha?
- E você, não?
- Tem razão, o assunto é sério. Roberta volta a ficar triste. O rapaz percebe e acode:
- Pareceu-me que o desquite não era bem o que você queria, acertei?
- Acertou. Sabe foi uma coisa inesperada. A gente vivia tão bem, derrepente...
- Derrepente...bum! Separação.
- É isso aí. Como é mesmo o seu nome...senhor...
- Ah...é verdade, a gente nem se apresentou, caramba! Eu sou Roberto Renton. E você?
- Roberta Riccelli.
- R ao quadrado, coincidência! diz o rapaz, alegremente.
- Vejam só...e você é solteiro?
- Errou.
- Não me diga que é casado!
- Errou novamente.
- Não vai me dizer que também é desquitado!
- Pois sou.
- Não diga! brinca ela, admirada.
Riram. Chega o garçom. Pedem o que comer e beber. Comem e bebem, como velhos conhecidos. Contam suas vidas no campo profissional. Ele a observa, com ar benovolente. Ela vai contando, ora olhando para ele, ora parando de comer. Em dado momento, ambos se olham. Ninguém come nem fala. E a mesma pergunta, ao mesmo tempo, rompe o silêncio:
- Foi ele?
- Foi ela?
obs. Nos próximos dias...Continuação. Aguardem.
CONTOS ROMÂNTICOS)
Eram dezoito horas. Roberta havia saido do trabalho e resolvera, para sair da rotina, jantar fora. Entra num reswtourante e ecolhe uma mesa.´Uma suave emoldia enche o ar. Ela gosta. Enquanto aguarda pelo garçom, rumina suas idéias. Pescebe-se triste, melancólica: como é ruim...viver só! A gente se acostuma com a presença do marido, acorrenta-se psicologicamente a ele e...depois é isso: solidão! Ah...Renato, como você me faz falta!...Sinto falta de sua alegria, do seu sorriso, da sua atenção...do seu carinho...Cerra os olhos e suspira.
- Posso sentar-me, ou incomodo?
Ela abre os olhos, como que despertando de um sonho. Sorri, dersconcertada.
- Claro...
- Está cheio, hoje, não? como que se desculpando.
- É...parece que todo mundo resolveu jantar fora! diz Roberta, lançando um olhar abrangente sobre o ambiente.
- Cada um, deve ter seu motivo...posso saber qual é o seu, senhorita...
- Senhorita, não.
- Não?!
- Não.
- Então...madame?
- Também não.
- Uhm...deixe-me ver...não é madame, nem madamoiselle...- diz o recém- chegado, como que se divertindo.
Os dois riem. Ele continua:
- Uhuummm...
- Desquitada.
- Desquitada...ôôô!...
- Por que este ar zombeteiro? O mundo está cheio de casais separados. É tão comum...
- Mas...é assunto sério!
- Você acha?
- E você, não?
- Tem razão, o assunto é sério. Roberta volta a ficar triste. O rapaz percebe e acode:
- Pareceu-me que o desquite não era bem o que você queria, acertei?
- Acertou. Sabe foi uma coisa inesperada. A gente vivia tão bem, derrepente...
- Derrepente...bum! Separação.
- É isso aí. Como é mesmo o seu nome...senhor...
- Ah...é verdade, a gente nem se apresentou, caramba! Eu sou Roberto Renton. E você?
- Roberta Riccelli.
- R ao quadrado, coincidência! diz o rapaz, alegremente.
- Vejam só...e você é solteiro?
- Errou.
- Não me diga que é casado!
- Errou novamente.
- Não vai me dizer que também é desquitado!
- Pois sou.
- Não diga! brinca ela, admirada.
Riram. Chega o garçom. Pedem o que comer e beber. Comem e bebem, como velhos conhecidos. Contam suas vidas no campo profissional. Ele a observa, com ar benovolente. Ela vai contando, ora olhando para ele, ora parando de comer. Em dado momento, ambos se olham. Ninguém come nem fala. E a mesma pergunta, ao mesmo tempo, rompe o silêncio:
- Foi ele?
- Foi ela?
obs. Nos próximos dias...Continuação. Aguardem.
domingo, 13 de maio de 2012
MÃE
(acróstico extraido do meu livro der CRÔNICAS:
MARAVILHAS DA NATUREZA)
SEMPRE MÃE
Minha chegada, ansiosa, aguardaste
A minha vida, carinhosa, recebeste
Risonha, meus passos amparaste
Inda titubeante, minhas quedas evitaste
Antes que me firmasse, tu me amparaste.
Todos os meus dias, em vigília ficaste
Em todos os meus momentos estiveste
Olhando, atenta, pelo meu despertar
Trabalhando, incansável, pelo meu crescer
O meu adolecente pranto, comovida, secaste
Na santa paciência que me confortava, tiveste
Infinita ternura, que sempre dispensaste
A(à) minha vida, para ti tão preciosa!
Lembro-me de que, comigo, choraste
E sofreste, na minha primeira desilusão...
Minhas ferrida, com muito amor, dela trataste
O caminho, para minha perdida alegria, reencontraste
Sorrindo...sem nunca, nada, MÃE, de mim cobrar!
Hoje, comemora-se o dia das mães. Data orientada pela Igreja Católica, dia de Nossa Senhora, mãe de Jesus e nossa mãe.
Poetas e escritores famosos, cada um a seu modo, reverenciam suas genitoras.
Coelho Neto em: SER MÃE diz: "SER MÃE É PADECER NO PARAISO".
Realmente, não importa à mãe se o filho é um desajustado, um rebelde, um desobediente ou malandro. Ela o ama e sofre com ele e por ele. Nem a morte enfraquece o seu amor, ou ameniza o seu sofrimento, agora, transformado em saudade.
Eu, que também sou mãe, de minha parte, sinto o amor de mãe como: É O LADO FEMININO DO AMOR DE DEUS.
Ele lhes(às mulheres de todo o mundo)permite: gerar, dar luz, amamentar, orientar quando crescidos a assimilarem e vivenciarem os Seus mandamentos. Mãe e filhos estarão ligados para sempre. É um cordão umbilical que jamais será rompido. É como diz Paul Raynal: "Um amor mais forte que tudo, mais obstinado que tudo, mais duradouro que tudo, é somente o amor de mãe".
Parabéns à todas as mães do Brasil e do Mundo, vocês merecem!
Para minha mãe de 98 anos, acrescento o meu amor e minha dedicação filial.
Mãe, você é uma iluminada, agraciada de Deus pela sua fé e fidelidade a ELE. Como sou feliz por tê-la junto de mim. Obrigada, mãe, por tudo o que ensinou, pelo tanto que me amou e ama!
Você foi e é UMA GUERREIRA, parabéns, mamãe!
Beijos, desta filha que a ama de todo coração.
MARAVILHAS DA NATUREZA)
SEMPRE MÃE
Minha chegada, ansiosa, aguardaste
A minha vida, carinhosa, recebeste
Risonha, meus passos amparaste
Inda titubeante, minhas quedas evitaste
Antes que me firmasse, tu me amparaste.
Todos os meus dias, em vigília ficaste
Em todos os meus momentos estiveste
Olhando, atenta, pelo meu despertar
Trabalhando, incansável, pelo meu crescer
O meu adolecente pranto, comovida, secaste
Na santa paciência que me confortava, tiveste
Infinita ternura, que sempre dispensaste
A(à) minha vida, para ti tão preciosa!
Lembro-me de que, comigo, choraste
E sofreste, na minha primeira desilusão...
Minhas ferrida, com muito amor, dela trataste
O caminho, para minha perdida alegria, reencontraste
Sorrindo...sem nunca, nada, MÃE, de mim cobrar!
Hoje, comemora-se o dia das mães. Data orientada pela Igreja Católica, dia de Nossa Senhora, mãe de Jesus e nossa mãe.
Poetas e escritores famosos, cada um a seu modo, reverenciam suas genitoras.
Coelho Neto em: SER MÃE diz: "SER MÃE É PADECER NO PARAISO".
Realmente, não importa à mãe se o filho é um desajustado, um rebelde, um desobediente ou malandro. Ela o ama e sofre com ele e por ele. Nem a morte enfraquece o seu amor, ou ameniza o seu sofrimento, agora, transformado em saudade.
Eu, que também sou mãe, de minha parte, sinto o amor de mãe como: É O LADO FEMININO DO AMOR DE DEUS.
Ele lhes(às mulheres de todo o mundo)permite: gerar, dar luz, amamentar, orientar quando crescidos a assimilarem e vivenciarem os Seus mandamentos. Mãe e filhos estarão ligados para sempre. É um cordão umbilical que jamais será rompido. É como diz Paul Raynal: "Um amor mais forte que tudo, mais obstinado que tudo, mais duradouro que tudo, é somente o amor de mãe".
Parabéns à todas as mães do Brasil e do Mundo, vocês merecem!
Para minha mãe de 98 anos, acrescento o meu amor e minha dedicação filial.
Mãe, você é uma iluminada, agraciada de Deus pela sua fé e fidelidade a ELE. Como sou feliz por tê-la junto de mim. Obrigada, mãe, por tudo o que ensinou, pelo tanto que me amou e ama!
Você foi e é UMA GUERREIRA, parabéns, mamãe!
Beijos, desta filha que a ama de todo coração.
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