sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

UMA IDEIA LOUCA - segunda parte

            (continuação)

...Entrou numa loja e comprou algo. Em seguida, saiu alegre, como se a ideia que tivera fosse sensacional. Passou por uma elegante Mansão, tocou a campainha. Atenderam.
- Mandaram entregar isto aqui...- disse, titubeante, entregando ao porteiro um lindo pacote.
- AH...deve ser para o menino Morgan...deve ser da namorada - disse  o porteiro uniformizado, que continuou falando: - Trabalha lá? perguntou, interessado.
- É...trabalho sim. arriscou, confusa.
Apressadamente, deixa o lugar. Na rua, pensa: - Que maluquice, a minha! No cartão deixei nome e endereço- sorriu e disse com seus botões: - Eu disse que era um seu amor... incógnito. Que loucura! E...se não houvesse rapaz nenhum? Bah! E dando de ombros- Teria batido em outra porta, dizendo que errara de endereço.
Ía pensando, enquanto voltava para casa. Suspirou...aliviada- Fiz o que tinha vontade de fazer, pô! Creio que não fiz nada de mal ou errado...
Estava às voltas com sua consciência. Analisava os seus gestos, seu comportamento de minutos antes se autocriticando: - Bem...agora já está feito! Vejamos no que vai dar.
Enquanto isso, na Mansão dos Morgan Wathson, onde Madá deixara o seu presente:-  O porteiro toca a campainha do holl e entrega o embrulho ao mordomo, elegantemente vestido, com seus cabelos grisalhos bem acomodados sobre sua cabeça altiva. O mordomo Albert, sobe as escadas até o quarto do rapaz e chama:
- Menino Alex!
- Entre! A porta está aberta.
- É da parte de Clarice, menino Morgan. Acabaram de entregar - diz Albert, solícito.
- De Clarice? Não pode ser...A gente terminou tudo! Obrigado, Albert René, pode ir.
- Com licença. Albert René se afasta, fechando a porta atrás de si.
Alex Morgan, que relaxava, deitado com as mãos sob as nuca, senta-se na cama e curioso, abre o pacote, muito bem trabalhado, por sinal.
- Que bacana! Deixe-me ver o cartão...ahn...uhn...de um seu amor incógnito. E lia-se esta frase: "O verdadeiro amor é aquele não sabe dizer adeus"
- Gozado! - exclamou o rapaz, ansioso. - Quem será? Numa noite de Natal, sozinha, amando um homem que...mal conhece? Sim, deve me conhecer, nem que seja só de vista.

(Terceira parta, em breve...quem sabe...amanhã?)

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