Poema do meu livro SEM ALGEMAS
AGONIA DE VIVER E A LIBERTAÇÃO DA ALMA
E...a gente continua
Nesta agonia lenta de viver
Por viver, sem querer
Até qu'alma se destrua...
E ela, desesperada, torturada,
Presa no íntimo, aflita,
Pela gargante, grita,
Num grito ultrassônico
Ao destino irônico,
Que segue sem a ouvir,
Rumo ao desconhecido
E incerto porvir,
Onde se libertará
Do corpo vencido, pelo cansaço de viver.
Será, esse contínuo sofrer,
Será, esse trôpego caminhar
E esse incerto procurar,
A razão de viver?
Será, esse incessante sofrer
Vida? Ou vida será o morrer?
Na vida se aprisiona a alma,
Numa constante exortação
E o morrer, a sua libertação?
O que a gente tanto busca,
No afã de tanta luta,
No cansaço de tanto lutar?
A prisão da alma prolongar?
Melhor não seria certamente,
Com a morte, finalmente,
A nossa alma libertar?
O que mais desejamos:
Prisioneiros vivermos,
Ou mortos nos libertarmos?
Vivamos, soframos e esperemos.
Ainda bem que tem grade na minha janela...
ResponderExcluirEstou procurando ar até agora, arf, arf...
Brincadeirinha. Muito lindo!
Nona, você consegue juntar belas palavras em momentos muito tristes. Seria isso que se passa em sua mente ou seria isso fruto da sua imaginação ou seria isso experiência de vida? Curioso e intrigante...
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