CRÔNICA
A visão que se tinha diante dos olhos era simplesmente espetacular!
Um grande KENION se estendia pela região a perder de vista. Lá em baixo, um riacho mais parecia um formidável veio de prata, correndo a céu aberto. Suas águas corriam mansamente, reluzindo à luz do sol, como um espelho.
Ao pé de uma encosta, erguia-se uma enorme rocha que lembrava um cilindro gigante. De longe era apenas uma rocha. Aproximando-se dela, percebia-se uma infinidade de orifícios, uns grandes, outros médios e pequenos, provavelmente produto dos trabalhos erosivos aeolíticos e pluvias, durante milênios. Formavam túneis de diâmetros variados que vazavam a rocha de um lado a outro.
O vento, apertando-se, passava célere por entre as encostas e por sobre o riacho. Quando a velocidade do vento aumentava, ouvia-se, como se fosse um coro de vozes, entrando pelos túneis, produzindo estranhos sons, em variados tons. Chegavam à compreensão de qualquer um, como lamentos, ais e gemidos: u...u...uh!..., Ô.ô.ôh!...i...i...ih!...a.a.a.ah!... Com modulações incríveis, como se fossem um coro de vozes humanas( como aqueles com 80 vozes que acompanham orquestras famosas), que ecoavam por todo o kenion.
Eram ventos que entrando pelos orifícios que se inteligavam, comprimidos e velozes, passavam de uma área a outra da rocha e saiam por outros de diâmetros menores, por isso mesmo, em tons mais agudos, situados na face oposta da rocha. Esse processo podia variar constante e indefinidamente. Por esse motivo, aquela rocha singular era denominada por uns, como a ROCHA CANTANTE, por outros a ROCHA DAS LAMENTAÇÕES.
A visão de tão belo cenário era único, majestoso, enigmático!
Quando consegui levantar os olhos daquela página, que acabava de ler e que, a meu pedido, espontânea e silenciosamente, o jovem LASSALE:
- Posso ver o seu trabalho?...
Maravilhada, acordei.
Tudo fora, apenas, um sonho e QUE SONHO!
Tenho vontade de conhecer o Grand Canyon. Deve ser uma sensação devastadora!!
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