sábado, 6 de agosto de 2011

A CIGANA DISSE...

             
                  CRÔNICA


     Naquela tarde ensolarada, o vento fustigava-lhe os cabelos e refrescava seu rosto. Andava depressa, tentando resolver problemas inadiáveis, quando voltava para casa, ao atravessar, em diagonal, a praça central, viu , caminhando em sua direção, uma senhora "cheinha"(meio gordinha), trajando saias em tecidos, de um colorido vivo e chamativo, eram rodadas e longas. Adornando, pescoço e braços, podia-se ver muitos adereços: colares e pulseiras feitos de contas em cores vistosas. Seus brincos eram enormes e balançavam ao movimento da cabeça, sobre a qual repousavam os cabelos negros, repartidos ao meio,
que lhe caiam sobre os ombros até o busto, em duas longas e belas tranças. Percebe então, que se tratava de uma cigana.
     Ao se aproximar, a cigana toda entusiasmada, interpelou-a: - Deixe-me ler a sua sorte, conto seu passado e seu futuro!.
     Calmamente porém, a senhora esboçando um sorriso de incredulidade, e, com um leve tom de sarcasmo na voz, respondeu: - Senhora...meu futuro eu já conheço, e bem: aposentada, velha...feia...pobre, sozinha e, de quebra, moro longe!. Quer mais!
     E a senhora continuou seu caminho, deixando a cigana desconcertada, sem saber o que dizer,alí, no meio daquela praça.              
             

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