Joyce era uma jovem de origem modesta. Contudo, estudava e vivia de modo razoável.
Estudava com afinco, abdicando-se dos lazeres ansiados pelos jovens.muito, uma vez que seu maior sonho era estudar Medicina, para ser uma pesquisadora do "monstro de sete cabeças", que era o câncer na época. De estatura média, tinha aparência agradável e gestos delicados. Tez clara, cabelos negros que lhe tocavam os ombros. Em família eram seis: Dois irmãos, os pais e ela. Levavam uma vida harmoniosa, apesar do rigor com que fora criada. Joyce procurava ser obediente, preocupando-se com a tranquilidade de seus pais. Nunca lhes causara nenhum problema.
Seu pai era dentista e dos bons! Era requisitado de longe, para atender aos fazendeiros abastados e seus agregados. Seu gabinete portátil lhe garantia o maior sucesso!
Então, numa de suas férias, Joyce resolve acompanhar seu pai. Respiraria ar puro e o ajudaria, assim como uma espécie de secretaria e auxiliar de instrumentos.
Assim, chegam a uma fazenda chamada Lagoinha, no oeste de Minas Gerais. Lugar realmente bonito. Havia muito verde, serras ao redor, riachos e animais. Ela sentia verdadeiro prazer em olhar tudo aquilo de uma só "MIRADA", como diziam os espanhóis. Seu maior prazer era estar próxima e tocar os filhotinhos recém nascidos: Patinhos, pintinhos, leitõezinhos, bezerrinhos. Eram lindos!
Estava muito contente. O pai trabalhava bastante. Havia muito serviço e ficariam por lá uns dois meses,
para terminarem todo o serviço dentário e de próteses..
Joyce aproveitaria suas horas de folga para exercitar um de seus esportes prediletos: Arco e flecha. Aprendera a gostar quando estudante de História Geral Antiga, que ilustrava Ulisses com seu arco, símbolo de força. Seu pai então, fez-lhe um arco, quase tão grande quanto o de Ulisses. Somente o pai, conseguia armá-lo! Treinava bastante e já conseguia ter uma mira relativamente segura.
Passa-se o tempo. Quinze dias, sem muitas novidades, além do trabalho.
Um belo dia, ao entardecer, ali pelas dezoito horas mais ou menos, ao olhar para o horizonte, Joyce delineia
ao longe, descendo a encosta da serra, a figura de um cavaleiro. Ficou a observar. Naquele mundo ermo e distante, tudo lhe chamava a atenção, principalmente os modos e costumes do lugar. Lugar de gente simples verdadeira e gentil.
Joyce conjecturava: Será mais um cliente? E tentava ver melhor quem montava.
Já a meio da descida, Joyce percebe um ponto luminoso no ar. Que luz será aquela? Um pirilampo? Não, está muito vermelho, não pode ser... Um cigarro, aceso talvez... Será velho ou jovem? O cavalo é forte e imponente!... O cavaleiro vai se aproximando... Após uns minutinhos sumido no meio dos arbustos que margeavam o córrego, por onde o cavaleiro deveria passar.
Que quadro! exclamou Joyce, flechada por aquela inusitada visão.
Aguardem a sequencia desta história nos próximos dias...
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