domingo, 14 de dezembro de 2014

O AMOR NÃO TEM PÁTRIA

                                             (terceira parte)

E Joyce aceita. Entre eles começa a se delinear um sentimento puro e forte, construído
sobre a verdade do real, do cotidiano de duas vidas, numa fazenda. Dentro de mais
trinta dias, Joyce deveria ir embora e isso estava preocupando Marcos. Então ele se revela:
   - Estou pensando, Joyce, falta pouco pra você ir embora e...
   - Está com medo, Marcos? - indaga a moça, condolente.
   -Estou. Sabe, eu sou um sujeito muito franco e tudo o que me acontece é verdadeiro.
Não há como ser de outro jeito...
   - Compreendo o que quer dizer, Marcos, porém não vejo o motivo de sua preocupação...
   - Nem poderia ver, se quisesse, Joyce. Tá aqui, bem dentro do meu peito. É o coração que me dói! - disse, Marcos, batendo a mão direita, no peito à altura do coração. Percebia-se angústia nos seu olhar.
   - Está apreensivo? - pergunta a jovem, erguendo-lhe o rosto, com as pontas dos dedos no queixo de Marcos.
   - É, você vai pra longe, sei lá! A gente ficou tão pouco tempo juntos... Você poderá me esquecer! - confessa o jovem.
   - Marcos, fique sossegado! - contemporiza Joyce e continua na tentativa de tranquilizá-lo: Você me impressionou muito, sabe? É algo novo, profundo, o que estou sentindo. Um sentimento misterioso,
forte e verdadeiro, que pode durar a vida toda!
   - A vida toda, você disse? -  apressou ele, segurando-lhe ambas as mãos sobre o seu próprio coração.
E olhando-a nos olhos, com aqueles seus lindos olhos verdes, de um verde profundo como os mistérios do mar, diz:
   - Creio que sim, Marcos. Gostei deveras de você. Você se tornou importante para mim. É como, se de repente, eu não conseguisse mais viver sem sua presença, sem estar ao seu lado, ouvi-lo e vê-lo,
tornou-se uma necessidade, você me compreende?
   - Compreendo. É o mesmo que estou sentindo. É saudade, antes mesmo de você partir...-  afirma o jovem, mais tranquilo agora.
   - Eu também. - Anui, Joyce, alegremente.
   - Então, amanhã, a gente poderia dar um passeio, que acha, Joyce?

      Postarei o final, nos próximos dias. Aguardem, por favor.

 

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