(terceira parte)
E Joyce aceita. Entre eles começa a se delinear um sentimento puro e forte, construído
sobre a verdade do real, do cotidiano de duas vidas, numa fazenda. Dentro de mais
trinta dias, Joyce deveria ir embora e isso estava preocupando Marcos. Então ele se revela:
- Estou pensando, Joyce, falta pouco pra você ir embora e...
- Está com medo, Marcos? - indaga a moça, condolente.
-Estou. Sabe, eu sou um sujeito muito franco e tudo o que me acontece é verdadeiro.
Não há como ser de outro jeito...
- Compreendo o que quer dizer, Marcos, porém não vejo o motivo de sua preocupação...
- Nem poderia ver, se quisesse, Joyce. Tá aqui, bem dentro do meu peito. É o coração que me dói! - disse, Marcos, batendo a mão direita, no peito à altura do coração. Percebia-se angústia nos seu olhar.
- Está apreensivo? - pergunta a jovem, erguendo-lhe o rosto, com as pontas dos dedos no queixo de Marcos.
- É, você vai pra longe, sei lá! A gente ficou tão pouco tempo juntos... Você poderá me esquecer! - confessa o jovem.
- Marcos, fique sossegado! - contemporiza Joyce e continua na tentativa de tranquilizá-lo: Você me impressionou muito, sabe? É algo novo, profundo, o que estou sentindo. Um sentimento misterioso,
forte e verdadeiro, que pode durar a vida toda!
- A vida toda, você disse? - apressou ele, segurando-lhe ambas as mãos sobre o seu próprio coração.
E olhando-a nos olhos, com aqueles seus lindos olhos verdes, de um verde profundo como os mistérios do mar, diz:
- Creio que sim, Marcos. Gostei deveras de você. Você se tornou importante para mim. É como, se de repente, eu não conseguisse mais viver sem sua presença, sem estar ao seu lado, ouvi-lo e vê-lo,
tornou-se uma necessidade, você me compreende?
- Compreendo. É o mesmo que estou sentindo. É saudade, antes mesmo de você partir...- afirma o jovem, mais tranquilo agora.
- Eu também. - Anui, Joyce, alegremente.
- Então, amanhã, a gente poderia dar um passeio, que acha, Joyce?
Postarei o final, nos próximos dias. Aguardem, por favor.
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