(continuação)
EI-LO:
Pontes que caíram...
Aterros que se desfizeram...
Um olhar que não me vê.
Linhas que não amarram...
O TUDO que não preenche.
Voz que não me fala...
Ouvidos que não me ouvem...
Caminhos desencontrados...
Êxtase...inglório.
Sentimento aberto,
Espelhando-se no tempo.
Resquícios de vida...
Átomo lotado, nada mais.
Interrogações eternas...
Nos vãos do tempo perdidas.
Estrelas sem brilho,
Surgindo ao ocaso,
Quando a noite chega.
Um pálido sorriso
Estendendo lábios trêmulos,
Como a flor que murcha ao sol.
Incógnito silêncio...
Velando recolhimentos.
Expiar de ocultas verdades...
Latentes no vazio do esquecimento.
Era 2 de outubro daquele mesmo ano.
Iniciaram-se, então, diálogos cujas palavras,
brotavam, de fontes imaginárias, como "geiseres"
de nascentes criativas tão nossas,
para que pudessem serem interpretadas
por nós dois, os poetas em questão.
Estas palavras estabeleciam como que "uma ponte", pela qual
os dois pudessem transitar um na imaginação do outro.
Aos 09 de outubro, recebo dele, com imensa alegria, mais estes dois poemas:
Amanhã poderão lê-los,
Até lá!
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