Era uma vez...
Um dia...
Liguei o rádio e ouvi uma voz. Que voz!
Entrou-me pelos ouvidos e plasmou-se à minha alma.
Então, inspirada por ela, compus estes versos:
AO OUVIR TUA VOZ...
Bateste na porta dos meus ouvidos...
Mandei-te entrar, com gestos distraidos.
Nossos EGOS se reconheceram
E...nossas almas se abraçaram.
Era 20 de agosto de l982.
Cuidei de conhecer o dono daquela voz incrivelmente linda
e que me impressionara sobremaneira.
E que encontro!
Foi lindo!
07 de setembro do mesmo ano. Finalmente
o conheço: um jovem alegre, espontâneo e muito gentil, PAULO.
Foram dez dias de imenso prazer, longas conversas
sobre assuntos gerais, almoços e jantares sociais
e em família(dele, claro). Tudo e todos muito agradáveis.
26 de setembro. A despedida.
Na rodoviária, ele me entrega um envelope.
Já em casa, abro o envelope, e para surpresa minha,
pois que me havia dito não gostar sequer de escrever cartas,
continha um acróstico com o meu nome do qual
só tomara conhecimento sete dias depois do nosso encontro ao vivo.
Até então, ele só conhecia o meu sobrenome: TEOTÔNIA.
EI-LO:
Estranhos êxtases...
Raríssimos momentos.
Luz da minha vida...
Abrindo meus caminhos.
Teu maravilhoso destino
Enseja reflexões
Ordem em movimento,
Trilhando céus do amanhã.
Orgulhe-se desta magia
Natural, espontânea.
Irmã da minha alma
Angustiada, porém feliz.
Lógica
Em
Movimento.
Ordem
Suprema.
Senti que, naquele momento, nascia um poeta.
Fiquei emocionada, foi uma grande e linda supresa.
E claro, retribuí, enviando-lhe este acróstico:
Contino amanhã, ok?
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