NEM TANTO
(poema)
Não é o teres aparecido
No meu caminho, querido
Que nos deixou assim, envolvidos,
Por sentimentos adormecidos?
Não é o querermos juntos estar
Não é o querermos nos tocar
Buscar-nos no segundo fugaz
De nosso olhares o amor fugaz?
Não é o sentirmos, a cada momento
Não é o procurar-nos mutuamente
Nesta comunhão de pensamentos,
Esta gostosa sensação inebriante?
Se, tudo isso, não traduz amor,
Que poderá ser então? Responde!
Dê-me, querido, o teu amoroso calor
E eu, dar-te-ei o amor, que em mim se esconde!
Teotônia
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