UM DIA... Uma linda jovem, cheia de vida, de sonhos que povoavam
sua impulsiva mente... de uma adolescente moderna,
caminhava pelas ruas de seu bairro. Chega a uma praça.
Enquanto caminhava pela praça, dava asas à imaginação: pensava
em alguém que, naquele momento, estava muito distante...
Aquela pele morena, aqueles lindos olhos azuis, uhmmm!
Seu coração clamava pela companhia daquele rapaz.
Estar com ele, fazia-lhe um bem enorme!
Atravessando a praça em diagonal, pretendia ir ao correio
que ficava próximo.
Uma brisa gostosa, movimentava-lhe os cabelos e a branca blusa
de seda que usava; entrava-lhe fresca,
pelos poros recém banhados.
Uma alegria interior, estendia-lhe os músculos da face num sutil
sorriso, expressando sua felicidade.
Na bolsa a tiracolo, estava a razão do seu contentamento: UMA CARTA.
Nela, lia-se o seguinte:
- Nesta bela manhã, envio-lhe neste envelope o meu BOM DIA!
E seus cumprimentos, nestes termos:
A cada momento nós nos descobrimos.
Para o seu coração... o meu alô!
Para a sua alma... o meu abraço
E para você... a minha saudade!
Teotônia
Ituiutaba, 1961
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