sexta-feira, 18 de maio de 2012

CARTAS NA MESA

     (Conto extraido do meu livro:
      CONTOS ROMÂNTICOS)

Eram dezoito horas. Roberta havia saido do trabalho e resolvera, para sair da rotina, jantar fora. Entra num reswtourante e ecolhe uma mesa.´Uma suave emoldia enche o ar. Ela gosta. Enquanto aguarda pelo garçom, rumina suas idéias. Pescebe-se triste, melancólica: como é ruim...viver só! A gente se acostuma com a presença do marido, acorrenta-se psicologicamente a ele e...depois é isso: solidão! Ah...Renato, como você me faz falta!...Sinto falta de sua alegria, do seu sorriso, da sua atenção...do seu carinho...Cerra os olhos e suspira.
- Posso sentar-me, ou incomodo?
Ela abre os olhos, como que despertando de um sonho. Sorri, dersconcertada.
- Claro...
- Está cheio, hoje, não? como que se desculpando.
- É...parece que todo mundo resolveu jantar fora! diz Roberta, lançando um olhar abrangente sobre o ambiente.
- Cada um, deve ter seu motivo...posso saber qual é o seu, senhorita...
- Senhorita, não.
- Não?!
- Não.
- Então...madame?
- Também não.
- Uhm...deixe-me ver...não é madame, nem madamoiselle...- diz o recém- chegado, como que se divertindo.
Os dois riem. Ele continua:
- Uhuummm...
- Desquitada.
- Desquitada...ôôô!...
- Por que este ar zombeteiro? O mundo está cheio de casais separados. É tão comum...
- Mas...é assunto sério!
- Você acha?
- E você, não?
- Tem razão, o assunto é sério. Roberta volta a ficar triste. O rapaz percebe e acode:
- Pareceu-me que o desquite não era bem o que você queria, acertei?
- Acertou. Sabe foi uma coisa inesperada. A gente vivia tão bem, derrepente...
- Derrepente...bum! Separação.
- É isso aí. Como é mesmo o seu nome...senhor...
- Ah...é verdade, a gente nem se apresentou, caramba! Eu sou Roberto Renton. E você?
- Roberta Riccelli.
- R ao quadrado, coincidência! diz o rapaz, alegremente.
- Vejam só...e você é solteiro?
- Errou.
- Não me diga que é casado!
- Errou novamente.
- Não vai me dizer que também é desquitado!
- Pois sou.
- Não diga! brinca ela, admirada.
Riram. Chega o garçom. Pedem o que comer e beber. Comem e bebem, como velhos conhecidos. Contam suas vidas no campo profissional. Ele a observa, com ar benovolente. Ela vai contando, ora olhando para ele, ora parando de comer. Em dado momento, ambos se olham. Ninguém come nem fala. E a mesma pergunta, ao mesmo tempo, rompe o silêncio:
- Foi ele?
- Foi ela?

obs. Nos próximos dias...Continuação. Aguardem.                                                              

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