(extraído do meu livro:
MAGIA)
Sim...sim!...
Um dia, fugindo do amor,
Dentro de mim,
Deixei-me encarcerar!
Eu me encontro, no escuro
Bojo do meu interior...
Tento, nas paredes,
Ver se descubro,
Tento, desesperadamente,
Arrancar as esmeraldas
De minhas verdes esperanças;
As águas-marinhas, encravadas,
Dos meus azuis
Sonhos de criança;
Os rubis, afinal,
Do meu amor ardente;
Os diamantes
De um amor ideal!...
Limpo, então, as emboloradas
E úmidas paredes de esperança,
Cheirando a tempo e abandono...
Retiro, velhos cacos de esperanças,
Do meu coração despedaçado...
Eu preciso sair desta escuridão!
Sair em diração à luz!
Preciso, outra vez, sentir o sol...
Quero ver o céu...as estrelas!
Sim...sim, eu quero vê-las!
Estou sufocado!
Eu preciso de ar!
Sinto-me asfixiado,
Aqui, neste fundo escuro!
Preciso cavar mais a solidão,
Em direção ao futuro!
Preciso, as pedras retirar
De desalento
Do meu caminho!...
Não quero mais ficar
Aqui, sozinho!
Preciso cavar...cavar,
Porque se me urge o tempo.
Todo o meu corpo me dói,
Estou exausto, exangue,
Abandonado...carente,
O desespero a me afligir...no sangue!
Não...não quero, sozinho, morrer!
Os meus dedos, já descarnados
Até aos ossos...se me sangram...
As forças me abandonam...
Preciso perder essa cor de mofo...
Tenho de arrancar...arrancar
As sanguessugas, de pessimismo
Desenrrolar-me desse egoísmo
Desse meu recolhimento interior!
Quero limpar-me as teias de solidão,
Preciso arejar-me,
Abrir as janelas do meu coração
E deixar penetrar
Nele, a benfazeja
LUZ DO AMOR!
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